terça-feira, 18 de maio de 2010

Missa ao vivo pela internet

Amigos, salve Maria.

Uma boa dica para quem quer assistir a uma missa tridentina e não pode comparecer pessoalmente é acessar esta página de uma comunidade sedevacantista chamada St. Gertrude. Na capela uma câmera permanece ligada e transmite ao vivo todas as missas que são celebradas no local.

A St. Gertrude possui 600 fiéis e certamente se destaca pelo fervor com que estes católicos vivem a fé no dia a dia, sendo grande o número de crianças e de jovens que participam ativamente das atividades desta, por que não dizer, paróquia católica.

Abraços a todos,

Sandro de Pontes

102 comentários:

Eduardo disse...

Caro Sandro, salve Maria!

Como você falou de Missa...

Será que eu poderia apenas registrar um meu comentário que foi censurado nos blogs Fratres in Unum, Tradição Católica e A Casa de Sarto?

Como você poderá perceber, não havia razão alguma para a não publicação de uma citação e duas indicações...

Que a Virgem Santíssima nos socorra!

Forte abraço,
In Cordibus Iesu et Mariae,
Eduardo.

* * *

COMENTÁRIO CENSURADO:

A) Pelo Ir. João Batista, do Mosteiro da Santa Cruz, quando do Acordo de Campos:

" Carta a um amigo acerca do que aconteceu entre Campos e Roma

[...]

4) A Fraternidade S. Pio X editou um livro que expõe o espírito que animou aqueles que "fabricaram" a Missa Nova, livro com o qual os Padres de Campos estavam de acordo, pelo que ouvi dizer. Ora, sei de fonte segura, que o Cardeal Ratzinger demonstrou seu desacordo profundo a respeito desse livro. Reação essa, que mostra que ele está convicto da bondade do espírito que inspirou a Missa Nova. Por outro lado, o mesmo Cardeal está tentando fazer uma "reforma da reforma litúrgica", ou seja, "pentear os cabelos desgrenhados" da Missa Nova, "pôr em ordem" seus desregramentos, como, aliás, ele sempre fez em relação a todo o Concílio Vaticano II. Portanto, isso certamente se fará sem se abandonar o espírito da Missa Nova. Essa reforma, com certeza, irá iludir muitos e estou com grandíssimo temor de que os Padres de Campos sejam do número dos iludidos e acabem aceitando essa nova edição da Missa.

[...]"
___________________________

B) Critícias feitas à missa paulina pelo Veritatis (?) Splendor:

1) O erro racionalista e a reforma litúrgica (também pode ser lido aqui);

2) O Racionalismo na Liturgia: Mysterium rationis? (também pode ser lido aqui).

Felipe disse...

Salve Maria, compadre!

Por que não dizer? Porque para haver paróquia, no sentido estrito do termo, é preciso que haja um pároco!

Um abraço,
Em JMJ,
Felipe Coelho

Sandro de Pontes disse...

Eduardo e Felipe, salve Maria.

Felipe, obrigado pelo esclarecimento.
Felipe e Eduardo, vocês acham que vale a pena responder a Teresa e as suas eternas contradições? Ou melhor deixar para lá, tudo o que poderia ser dito a ela já o foi?
Aguardando, me despeço cordialmente,

Sandro

Eduardo disse...

Caro Sandro, salve Maria!

Para lhe responder, dir-lhe-ei apenas qual é a minha política com relação à Srta. Moreno: hoje, salvo algumas raríssimas exceções, eu nem dirijo a palavra a ela. O máximo que faço é postar comentários como este que está aí em cima: impessoais, com citações ou indicações que tentam mostrar os erros defendidos pelo blog (que até no endereço não diz a verdade) dela.

Ah, e eu não escrevo para ela, mas para seus possíveis leitores. Afinal, estou convencido de que a moça portuguesa está bem consciente de todos os erros e contradições que defende. Até o linguajar anfíbio dela é de cunho modernista, infelizmente. E mais não digo.

Que a Virgem Santíssima nos socorra!

Forte abraço,
In Cordibus Iesu et Mariae,
Eduardo.

P.S.: Quem me surpreendeu -- negativamente -- foi o tal JSarto: além de escrever enormidades, adotou a política de censurar os divergentes. Lamentável!

Magdalia disse...

Digamos é que vcs não sabem como responder ao que aqui deixei:
1 Dom Tissier, considerando o Papa legítimo - como até agora disse considerar - não tem qualquer direito a fazer 'trabalhos' (por quem sois!!!) contra as 'heresias' (sic) do «padre Ratzinger», Papa!;
2 Perguntei se tudo quanto vinha do Liberalismoe stava errado;
3 Dei exemplos, vc, Sandro, só tem de dizer se concorda com a forma anterior de fazer as coisas ou não, e eu depois formo o meu juízo a seu respeito.

Fuga para a frente não vale!

Sandro de Pontes disse...

Teresa, salve Maria.

Realmente, não sabemos como lhe responder. No mundo inteiro, ninguém sabe como lhe responder, assim como o Felipe não soube como lhe responder quando lhe respondeu sobre a questão da pena de morte.

Sigamos, a partir de agora, cada um de nós seus próprios caminhos. Você defendendo hereges, nós os combatendo.

Fique segura de minhas orações e de meu, por que não dizer, carinho por você.

Sandro de Pontes

Eduardo disse...

Caro Sandro, salve Maria!

Vê o escândalo?

Agora me diga:

1) quem não sabe que a FSSPX nunca deixou de dizer que estes Papas bem poderiam ser hereges?;

2) quem não sabe que D. Lefebvre mesmo se pôs o problema?;

3) quem não sabe que D. Lefebvre e a Fraternidade sempre disseram que deixava o juízo de tal problema para uma futura autoridade incontestável?;

4) quem não sabe que, com o Arnaldo Xavier da Silveira, os tradicionalistas não-sedevacantistas sempre disseram que existe a possibilidade de um herege conservar sua jurisidção (portanto, uma pessoa, sendo herege, seria ainda papa; aliás, é bem isso que aprendi na Montfort)?

5) quem não sabe que D. Lefebvre sempre foi inimigo viceral de tudo quanto fosse liberal e que condenava principalmente o liberalismo de Paulo VI?;

6) quem não sabe que a tese de um Pe. Calderón se constrói sobre a demonstração de que os Papas conciliares deixam-se reger -- e regem -- por princípios da "heresia liberal"?;

Etc., etc., etc.

Por essas e outras que eu lhe digo que a pobre coitada é bem consciente do que faz.

Por que, então, mantém um blog "emdefesadelefebvre"? De qualquer modo, é o tipo de defesa que os Padres de Campos fazem de D. Mayer...

Em língua portuguesa, exceção feita aos sedevacantistas, não existem mais veículos católicos dispostos a combater o bom combate.

A partir do momento que aceita-se, sei lá, o Summorum Pontificum como, em parte, mistério de Deus, a resistência desmorona.

-- Um parêntese: (e aqui eu aproveito para deixar algo de que venho me dando conta: pensar à luz do Pe. Calderón, pelo menos no que tange às recentes e ruinosas novidades eclesiásticas, é resistir sem se resistir -- resistência etérea, desencarnada, infrutífera... que tende ao "não se rebelar" de um D. Lourenço [que nem é, a rigor, da FSSPX!]) --

Assim, suplico a você, meu caro Sandro, apesar de não aderir à sua posição quanto à vacância (ou usurpação) da Santa Sé, que não encerre seu blog!

Que a Virgem Santíssima e São José nos socorram!

Forte abraço,
In Cordibus Iesu et Mariae,
Eduardo.

P.S.: O mesmo que eu digo dela, parece-me ser bem aplicável ao tal JSarto, ao tal Afonso Miguel, ao Fábio Durante, ao Prof. Fedeli e quejandos.

P.S.2: Ocorre-me ainda outra coisa agora: já se leu por aí que, se D. Lefebvre fosse vivo, ele seria do IBP!! E que o IBP é um digno fruto da Obra do Arcebispo de Ferro...

Eduardo disse...

Caro Sandro, salve Maria!

O "mistério de Deus" era para ser um link. A página para a qual a pessoa seria remetida é esta:

http://www.fsspx-brasil.com.br/page%2005-4-subsistit-in.htm

Que a Virgem Santíssima nos socorra!

Forte abraço,
In Cordibus Iesu et Mariae,
Eduardo.

Sandro de Pontes disse...

Prezado Eduardo, salve Maria.

Permite-me um comentário? Acima você escreveu algo correto, que eu gostaria de fazer um adendo. Veja novamente o que você escreveu:

"4) quem não sabe que, com o Arnaldo Xavier da Silveira, os tradicionalistas não-sedevacantistas sempre disseram que existe a possibilidade de um herege conservar sua jurisdição".

Isso que você escreveu está corretíssimo, e realmente no passado alguns dos gigantes de nossa teologia defenderam que um papa herege continuaria sendo papa, manteria sua jurisdição. Mas a ressalva que faço, e que acho absolutamente essencial, é que este debate se limitava ao papa enquanto pessoa privada, enquanto doutor privado, por exemplo, ensinando através de um livro, de uma carta ou oralmente.
O debate nunca se deu admitindo a possibilidade de um papa herege “levar” suas heresias para documentos da Igreja, como se esta pudesse absorver as heresias do papa e transmiti-las ao mundo católico como se fossem suas doutrinas. Não! A simples idéia de que uma encíclica como estas que Bento publica possam vir da Igreja Católica é ímpia, objetivamente falando. Se você reler a bula de Paulo IV verá precisamente que as publicações do papa herege não valem absolutamente nada.
Quando eu entendi precisamente esta distinção, e que não vivemos de maneira nenhuma a situação debatida pelos santos e teólogos no passado, mas vivemos algo que eles não debateram pelo simples fato de ser impossível de acontecer (a saber, Igreja ensinar heresias e/ou erros graves através de um papa legítimo) eu constatei racionalmente que estávamos diante de impostores. O resto foi conseqüência, principalmente a partir de outros textos como os sermões de Inocêncio III que fala PRECISAMENTE sobre como deveríamos reagir em caso de aparecer um papa herege. E creio também que o Vaticano I, dogmático obviamente, sintetizou tudo isso que lhe falo. Veja:

Sandro de Pontes disse...

1836. Com o fim de satisfazer a este múnus pastoral, OS NOSSOS PREDECESSORES EMPREGARAM SEMPRE TODOS OS ESFORÇOS PARA PROPAGAR A SALUTAR DOUTRINA DE CRISTO ENTRE TODOS OS POVOS DA TERRA, VIGIANDO COM IGUAL SOLICITUDE QUE, ONDE FOSSE RECEBIDA, SE GUARDASSE PURA E SEM ALTERAÇÃO. Pelo que os bispos de todo o mundo, quer em particular, quer reunidos em sínodos, seguindo o velho costume e a antiga regra da Igreja, têm referido a esta Sé Apostólica os perigos que surgiam, principalmente em assuntos de fé, a fim de que os danos da fé se ressarcissem aí, ONDE A FÉ NÃO PODE SOFRER QUEBRA. E os Pontífices Romanos, conforme lhes aconselhavam a condição dos tempos e as circunstâncias, ora convocando Concílios Ecumênicos, ora auscultando a opinião de toda a Igreja dispersa pelo mundo, ora por sínodos particulares ou empregando outros meios, que a Divina Providência lhes proporcionava, têm definido como verdade de fé [tudo] aquilo que, com o auxílio de Deus, reconheceram ser conforme com a Sagrada Escritura e as tradições apostólicas. POIS O ESPÍRITO SANTO NÃO FOI PROMETIDO AOS SUCESSORES DE S. PEDRO PARA QUE ESTES, SOB A REVELAÇÃO DO MESMO, PREGASSEM UMA NOVA DOUTRINA, MAS PARA QUE, COM A SUA ASSISTÊNCIA, CONSERVASSEM SANTAMENTE E EXPUSESSEM FIELMENTE O DEPÓSITO DA FÉ, OU SEJA, A REVELAÇÃO HERDADA DOS APÓSTOLOS. E esta doutrina dos Apóstolos ABRAÇARAM-NA TODOS OS VENERÁVEIS SANTOS PADRES, VENERARAM-NA E SEGUIRAM-NA TODOS OS SANTOS DOUTORES ORTODOXOS, FIRMEMENTE CONVENCIDOS DE QUE ESTA CÁTEDRA DE S. PEDRO SEMPRE PERMANECEU IMUNE DE TODO O ERRO, segundo a promessa de Nosso Senhor Jesus Cristo feita ao príncipe dos Apóstolos: Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, uma vez convertido, confirma os teus irmãos [Lc 22, 32].

1837. Foi, portanto, este Dom da verdade e da fé, QUE NUNCA FALECE, concedido divinamente a Pedro e aos seus sucessores nesta cátedra, a fim de que cumprissem seu sublime encargo para a salvação de todos, para que assim todo o rebanho de Cristo, afastado por eles do venenoso engodo do erro, fosse nutrido com o pábulo da doutrina celeste, para que assim, removida toda ocasião de cisma, e apoiada no seu fundamento, se conservasse unida a Igreja Universal, firme e inexpugnável contra as portas do inferno.

Claríssimo, não lhe parece? Que acha desta distinção? Não lhe parece que a doutrina do Revmo. Padre Calderon é algo “inventado” para manter a luta contra o erro e simultaneamente conservar o papa?

Abraços,

Sandro

Eduardo disse...

Caro Sandro, salve Maria!

Nunca é de mais registrar certas coisas, não é? Pois bem, desta vez, deixo mais um comentário censurado por você sabe quem, você sabe onde e você sabe respondendo a que.

Que a Virgem Santíssima nos socorra!

Forte abraço,
In Cordibus Iesu et Mariae,
Eduardo.

* * *

COMENTÁRIO CENSURADO:

"Este post certamente está relacionado com estes comentários:

1) http://emdefesadelefebvre.blogspot.com/2010/05/vou-estar-com-o-papa-acreditem-eu-juro.html?showComment=1273236405173#c3135690821447973690

2) http://cumexapostolatusofficio.blogspot.com/2010/05/missa-ao-vivo-pela-internet.html?showComment=1274441964575#c7984686957886405175

* * *

Recomendo, ainda, a leitura deste comentário à
Spe Salvi, do Pe. de la Rocque, FSSPX (nele, demonstra-se claramente, por A+B, que Bento XVI nega o dogma da Redenção):

http://aciesordinata.wordpress.com/2009/08/02/textos-essenciais-em-traducao-inedita-xiii/
"

Magdalia disse...

Eduardo,
não seja desonesto.

Eu fui muito sincera com você, avisei-o expressamente - antes de o fazer - que não mais publicaria posts seus. Só deixei de o fazer depois de o ter avisado.

Quanto aos do Sandro, a coisa foi sempre bem mais traumática - porque até estou com raiva de mim. Há coisa de um ano, alguém me pediu para não mais lhe publicar os comentários, porque faziam mal às almas simples (falar mal do Papa) e porque os amigos da Tradição estavam a ficar chateados por lhe publicar os comentários.

Resultado: um ano depois, a referida pessoa publicava-lhe os comentários.

Aí reconheço que errei, não fiz o que queria mas o que me pediam, para depois a mesma pessoa - odeio falsidades e cinismos - fazer o contrário do que me tinha quase exigido, com dureza, que fizesse...

Magdalia disse...

Vou ler esse texto sobre a «negação da Redenção». Estou determinada a acabar com essa palhaçada de fazer o Papa dizer o que não diz, caramba isso é profundamente desonesto! Difamação e desonra do bom nome e da catolicidade de alguém não se faz. Quem vos ensinou a fazer isso?

No entanto, se achar que têm razão desta vez, também a dou.

Quanto à satisfação de Cristo, já vimos que ele tem hoje outra posição; e quanto à descida aos infernos, essa «heresia» nem me merece comentários, de tão disparatada que é. O Papa nunca negou o dogma.

**

Quanto ao Eduardo, tenho um director espiritual. Antes de lhe censurar os comentários avisei, se quiser comentar lá já sabe que não os publicarei.

Errei com vc, Sandro, porque quis fazer a vontade dos outros e depois foi o que se viu. Mas de qualquer modo, foi melhor assim - não quero os meus blogs redis de sedevacantistas, Deus me livre!

Eduardo disse...

Caro Sandro, salve Maria!

Apenas para constar:

A moça portuguesa não mente quando diz que me avisou que não mais me publicaria.

No entanto, após isso, tornou a fazê-lo. E isto pode ser visto aqui:

http://emdefesadelefebvre.blogspot.com/2010/05/vou-estar-com-o-papa-acreditem-eu-juro.html

Então, para mim, ficou claro o seguinte: que eu seria censurado se falasse qualquer coisa minha, mas... citações e indicações poderiam ainda ser feitas.

Mas o que houve que a coisa mudou?

Simples. Veio a vergonhosa carta de D. Fellay (que foi reputada como "esplêndida" pela tal moça) e a resposta do Revmo. Pe. Ceriani, que colei integralmente em um comentário subseqüente ao outro elogioso.

Bom, mas o fato é que ela não me censura, mas o Ir. João Batista, o Pe. de la Rocque e todos que ousarem contestar o que ela defende. Aliás, de algum modo, até o Sr. Vitola ela censura! Não porque ele diga algo que ela não possa subscrever, mas sim porque a simples citação de textos dele serve para pôr claro algumas das inverdades que ela escreve.

Assim, teria sido mais aceitável se ela dissesse que não publicou o meu último comentário porque fazia referência a sites sedevacantistas.

Mas... e o Ir. João Batista e o Sr. Vitola?

* * *

Agora, uma breve palavra em defesa de alguém que nunca vi na vida.

Certamente, ela -- e está escrito para quem quer ler -- somente publicou seus comentários, Sandro, porque você não falou nada que tivesse relação mais direta com o sedevacantismo.

Por outro lado, e peço que me corrija se eu estiver enganado, quando você comentava no blog "emdefesadelefebvre" (?), se não me falha a memória, via de regra o assunto era o Vaticano II, que, para um sedevacantista, não tem como ser dissociado da questão da legitimidade das atuais autoridades.

Logo, penso que não há contradição na pessoa que a Srta. Moreno tenta difamar.

Aliás, ela que agora tem se dedicado a guardar a honra e o bom nome de Bento (não porque Papa, mas porque, segundo ela, é católico salvaguardar de modo absoluto o bom nome alheio) vive a difamar e caluniar os seus opositores.

É triste ter que dizê-lo, mas... cada vez mais me convenço da malícia desta pobre moça: o que adianta ganhar o mundo se vier a perder a sua própria alma?

Que a Virgem Santíssima e São José nos socorram!

Forte abraço,
In Cordibus Iesu et Mariae,
Eduardo.

Magdalia disse...

Eduardo,
realmente o senhor não merece que lhe dê conversa, mas fiquei na dúvida... entendeu bem o meu comentário? Quem difamei?

Contei aqui a verdade mais pura e verdadeira dos factos, do que aconteceu com os comentários do Sandro - e não disse quem foi que me exigiu que não mais os publicasse.

Muito longe de difamar, o que disse foi que tinha ficado com raiva de mim, profundamente indignada e com muita revolta, por ter dado ouvidos ao que me (quase) exigiam, sendo que naquela altura eu não queria fazê-lo - hoje sim já quereria -, e a tal pessoa - cínica, falsa - fez o contrário do que me mandou fazer a mim, um ano depois...

Daí a dizer que difamo alguém vai um abismo de diferença, eu não invoquei o nome de ninguém, contrariamente ao que vc, Eduardo, faz com autores de blogs que não dão o seu nome e que vc vem para a Internet «escarrapachar» o nome deles.

Não gosto do sedevacantismo, mas sempre tive respeito pelo Sandro e pelo Felipe. É verdade que considero o sedevacantismo ou heresia ou cisma - não sei se as duas ou só uma -; é verdade que nenhum sedevacantista gosta de ser chamado cismático; mas eu tenho respeito por eles.

Sempre me trataram bem, responderam com caridade - mesmo que não gostem do que digo do sedevacantismo, nunca me pareceram sectários.

Mas vc, Eduardo, tem gravíssimos problemas mentais que precisaria ver com urgência.

Vc é desonesto e desequilibrado.

Eu tenho muita, muita pena de você, às vezes parece-me boa pessoa - mas tem um profundo desequilíbrio mental.

Magdalia disse...

Explicando a aparente contradição: «nunca me pareceram sectários» significa que nunca foram isolacionistas, nunca se colocaram nessa sua posição fechada.

Não acho que alguém que esteja fora da comunhão com O Papa e com toda a Igreja não possa ser cismático – se estou errada, Deus me perdoe.

Sei que, por pensar assim e ser frontal, desagrado, ninguém que tem amor à Santa Igreja gosta de ser chamado de cismático – sei na pele.

Mas, se por um lado não os vejo como cismáticos – pelo amor à Igreja -, por outro, não concebo que fora da comunhão com toda a Igreja e com o Santo Padre, não exista um cisma.

Dão argumentos de teólogos, mas qual é a autoridade doutrinal vinculante de um teólogo?

Na FSSPX – reduto de ortodoxia – ensina-se que os sedevacantistas são cismáticos, eu assimilei isso de tal modo que não consigo aceitar algo diferente.

Depois, repugana-me como falam do Romano Pontífice - por quem tenho um grande amor.

Sandro de Pontes disse...

Teresa, salve Maria.

Se a fSSPX é "reduto de ortodoxia", por que você não aceita o que ensinam os bispos responsáveis por este mesmo "reduto de ortodoxia"?
Quanta contradição....
E se citar Dom Fellay contra Dom Williamson e Dom Tisseir, favor apontar uma frase dele dizendo que Bento não é herege, ou condenando aquilo que dizem Dom Williamson e Dom Tissier.
Esteja seguro que eu posso lhe indicar passagem de Dom FEllay acusando esta Roma que aí está de ensinar heresias.
Abraços,
Sandro

Sandro de Pontes disse...

Teresa, salve Maria.

Será que você é inocente a ponto de não saber o que diz ou simplesmente arrogante? Pois você escreve:

"Dão argumentos de teólogos, mas qual é a autoridade doutrinal vinculante de um teólogo?".

Mas o que são os teólogos da igreja para você? Pessoas que você acha que pode ir discordando assim sem mais nem menos, sem ler e nem estudar um milionésimo daquilo que eles leram e ensinaram? Não sabe que nós não podemos, enquanto leigos, apoiarmos nossas posições em nós mesmos, mas somente repetir a luz dos teólogos e dos santos doutores aquilo que eles entendem pela doutrina da Igreja proposta pelos papas?
Você acha mesmo que com 22 aninhos está apta e contrariar os grandes teólogos que afirmaram que combater um papa que se pense que é herege não se constitui em cisma? Será que você não se enxerga, não enxerga o seu tamanho?

Magdalia disse...

Sandro,
deixo a seu critério a publicação deste comentário, mas não gostaria que me fizesse perguntas sobre o assunto - e não quereria que o Eduardo se aproveitasse da situação (como é seu costume).

Quanto a Dom Fellay, disponho de informações privilegiadas - falo agora com ele ao telefone, bem como com priores de vários distritos alinhados a Dom Fellay.

Sei, por exemplo, de viva voz de Dom Fellay que há um bispo sedevacantista na FSSPX que se procura dar uma solução ao seu caso... não posso dizer mais do que isso.

Dom Fellay gosta muito de Bento XVI - e se por ele fora, já teríamos uma situação canónica regular no seio da Igreja institucional. O problema é que Dom Fellay quer perder o mínimo possível de sacerdotes... O Papa tem sido extraordinariamente compreensivo (não quero falar demais)

Magdalia disse...

Quanto aos teólogos, Sandro, a Igreja sempre me ensinou a estudar a Divina Revelação: Sagrada Escritura, Sagrada Tradição e Sagrado Magistério.

Leio sim vários manuais de teologia – aliás ando à procura de bons, se você ou alguém puder indicar-me algum que pense que ainda não li ficaria muito grata -, mas os teólogos não têm autoridade doutrinal. Não sou teóloga, nem opinióloga de Internet, nem me apoio numa opinião de um teólogo – que não é doutrina – para me constituir em juíza do Papa reconhecido pela Igreja enquanto tal.

Isso é muito perigoso. Se não for cismático, é algo que raia o cisma – constituirmo-nos em juízes do Papa e fazer de opiniões teológicas autoridade doutrinal vinculante para se chegar a conclusões tão graves, desse nível da vacância da Sé apostólica.

A mesma autoridade que atribuo a Karl Rahner – teólogo herege modernista – é a mesma autoridade que atribuo a uma opinião teológica (ainda que do mais ortodoxo teólogo) que fale na vacância da sé: ou seja nenhuma.

A bula de Paulo IV: Sobre isso tenho uma dúvida
-Esta bula está contida no Denzinger? Se sim, as partes contidas lá são as que falam na vacância da Sé?

Se a bula não constar do Denzinger, e se, principalmente, não constar do Denzinger as partes que se referem à vacância da sé e ao Papa herege, nem preciso de lhe dizer qual é a autoridade da bula, certo?

Se constar do denzinger e sobretudo a parte do Papa herege, posso começar a pensar mais seriamente se os sedevacantistas podem não ser cismáticos.

Do contrário, não me venham com teólogos – porque teólogos não são magistério nem autoridade doutrinal.

Magdalia disse...

Até o grande São Tomás de Aquino - único teólogo a quem o magistério deu expressamente indicações de irmos para conhecer a verdade - se enganou nalgumas das suas opiniões:
-a Imaculada Conceição de Maria Santíssima;
-o modo absolutamente inenarrável como fala das mulheres na suma teológica - vocês gostam de tradições, não da Tradição.

Sandro de Pontes disse...

Teresa, salve Maria.

Aquilo que você diz sobre os teólogo é absolutamente repulsivo e anti católico. Com calma lhe explico, caso tenha humildade para ser corrigida. Caso contrário, deixarei para lá.
Respondo-lhe o que de mais importante você colocou em sua carta. Você:

"A bula de Paulo IV: Sobre isso tenho uma dúvida
-Esta bula está contida no Denzinger? Se sim, as partes contidas lá são as que falam na vacância da Sé?".

A bula de Paulo IV é justamente FONTE do 188, 4 do Código de Direito Canônico, que cita o trecho da bula que fala da vacância da Sé. Veja:

http://doctorisangelici.blogspot.com/2009/11/bula-cum-ex-apostolatus-officio-fonte.html

Incrível, não é mesmo?
Abraços,

Sandro

Magdalia disse...

Sandro,
se quiser dar a sua explicação sobre o «repulsivo» das minhas palavras, claro que estou disposta a ser corrigida - caso esteja errada.

Nunca debati com você, honestamente, porque você conhece muitos teólogos que eu não conheço. Mas baseio aquilo em que acredito não em teólogos, mas na doutrina da Igreja. Ou seja, não é totalmente imprescindível a um católico - embora altamente recomendável, dado que os teólogos explicam o magistério - conhecer e estudar teólogos, mas é indispensável conhecer-se o catecismo e o magistério.

Daí a pergunta da bula de Paulo IV, porque esse sim para mim é um argumento de peso a vosso favor - resta saber qual o grau de infalibilidade dessa bula pontifícia.

Não discuto teólogos, ou opiniões teológicas, sei que vocês (vc e o Felipe) dominam muito o assunto e eu não, não tenho teólogos para contrapor às vossas posições... e não acho que opiniões teológicas vinculem como doutrina de fé... Não sou teóloga, não faço teologia, nem me baseio em opiniões teológicas que leio com toda a atenção mas que não são autoridade. Sou uma repetidora da doutrina e do magistério, somente.

Ou seja, se vc me der quatro ou cinco opiniões de teólogos a dar crédito à vacância da sé, digo-lhe honesta e humildemente que não saberei rebater isso. Nem quereria caso soubesse, dado que não acho que se deva, num debate católico de gravidade como a vacância da sé apostólica, basearmo-nos em opiniões e não em doutrina católica.

E o que a doutrina católica diz é que as portas do Inferno jamais prevalecerão; que há e sempre haverá uma igreja visível - vocês negam a visibilidade da Igreja e negam a comunhão com a cabeça da Igreja visível, o Papa.

Sandro de Pontes disse...

Teresa,

Faltou você fazer um comentário sobre a bula ser fonte do Código de Direito Canônico justamente na parte onde Paulo IV fala sobre a vacância da sé.

Sandro

Sandro de Pontes disse...

Teresa,

Vou resumir esta questão dos teólogos para você. É o seguinte: assim como ninguém pode querer interpretar a bíblia porque isso significaria a confusão total (vide os protestantes), e desta forma somente a Igreja Católica pode interpretar a bíblia, da mesma maneira nenhum católico leigo pode, sob perigo de cair em heresia, querer interpretar o magistério da Igreja, o que ele ensina, o que o papa X ou Y quis dizer. Esta missão compete em primeiro lugar aos papas reinantes e por extensão aos bispos, padres e teólogos. São eles quem podem e devem interpretar o magistério, e não nós. A nossa opinião só tem valor na medida que repetimos aquilo que estes ensinam. Você, Teresa, não pode deixar de lado o ensinamento dos teólogos para seguir sua própria interpretação relacionada a temas magisteriais. Isso seria como adotar a atitude protestante dentro do catolicismo. Porque na prática seria a livre interpretação do magistério, e você, Teresa, teria uma interpretação a respeito daquilo que Leão XIII disse, eu teria outra, o Eduardo outra....e isso seria a anarquia no catolicismo, o principio protestante na sã teologia.
Existe um artigo muito bom que como sempre foi o Felipe quem traduziu onde isso é explicado MAGISTRALMENTE, onde constam muitas passagens e citações sobre esta obrigação de seguir os santos doutores e teólogos no que se refere a doutrina católica. Eis o link:

http://aciesordinata.wordpress.com/2009/05/

Deste trabalho absolutamente essencial para você sair do seu erro de querer interpretar o magistério, sem ter competência para isso (veja que não falo sobre capacidade, que você até pode ter, mas sobre competência, no sentido de que não compete a você, e nem a mim interpretar o magistério) destaco o sentido trecho abaixo. Veja:

Sandro de Pontes disse...

“Porque ainda que se tratasse daquela submissão que se deve prestar mediante um ato de fé divina, não haveria, sem embargo, que limitá-la às matérias que foram definidas por decretos expressos dos Concílios ecumênicos ou dos Romanos Pontífices e desta Sé, mas haveria também que extender-se às matérias que se ensinam como divinamente reveladas pelo magistério ordinário da Igreja inteira espalhada pelo mundo e, portanto, COM UNIVERSAL E COMUM CONSENTIMENTO SÃO CONSIDERADAS PELOS TEÓLOGOS CATÓLICOS COMO PERTENCENTES À FÉ.” Tuas Libenter (1863), DZ 1683.
III. Você também tem de se submeter às decisões doutrinais da Santa Sé e a outros capítulos de doutrina COMUMENTE CONSIDERADAS VERDADES E CONCLUSÕES TEOLÓGICAS. (Pio IX).

A. Princípio Geral.

• “Mas, como se trata daquela sujeição à qual estão obrigados em consciência todos aqueles católicos que se dedicam às ciências especulativas, para que possam trazer com seus escritos novas utilidades para a Igreja, por essa razão, os homens desse mesmo congresso devem reconhecer que não basta aos sábios católicos aceitar e reverenciar os supracitados dogmas da Igreja, mas que é também necessário a eles submeter-se às decisões que, pertencentes à doutrina, são emanadas das Congregações Pontifícias, bem como àqueles capítulos de doutrina que, PELO COMUM E CONSTANTE SENTIR DOS CATÓLICOS, SÃO CONSIDERADOS COMO VERDADES E CONCLUSÕES TEOLÓGICAS, TÃO CERTAS QUE AS OPINIÕES CONTRÁRIAS A ESSES CAPÍTULOS DE DOUTRINA, ainda que não possam ser chamadas de heréticas, merecem, sem embargo, alguma censura teológica.” Tuas Libenter (1863), DZ 1684.

B. Você, portanto, TEM DE ADERIR AO SEGUINTE:

1. Decisões doutrinais das Congregações Vaticanas (ex: o Santo Ofício).
2. Capítulos de doutrina considerados como:
a. VERDADES E CONCLUSÕES TEOLÓGICAS.
b. certos, a ponto de a oposição a eles merecer alguma censura teológica inferior a “heresia”.

Sandro de Pontes disse...

É isso, Teresa. Se você quer mesmo se emendar, leia este trabalho para quem sabe, Deus o queira e ele quer, mudar, corrigindo sua falta de senso ao querer dizer, por exemplo, aquilo que é ou que não é na doutrina católica. Desculpe minha sinceridade, mas ponha-se no seu lugar. Infelizmente, fomos doutrinados erroneamente pelo professor Orlando que é mestre em querer interpretar o magistério da Igreja, o que raia os píncaros do absurdo. Ele é o responsável pela proliferação de tantos “teólogos”, a maioria jovem, a querer andar ensinando a terceiros em blogs, sites e debates internéticos coisas que absolutamente não dominam e nem tem competência para faze-lo.
E quer saber mais? Somente mantenho o blog por crer que a sé esteja realmente vacante. Caso contrário, eu o fecharia e deixaria este trabalho de ensinar os fiéis para aqueles que realmente tem o direito, o dever e a competência para fazê-lo. Mas como a Roma que aí está apostatou há 40 anos, ajo como alguém que tem noções de direção mas que não tem carta: em um caso onde o motorista do veiculo morresse, ele teria que tentar assumir a direção, ainda que desabilitado. É o meu caso.

Sandro de Pontes

Magdalia disse...

Algumas dúvidas que me surgiram do seu comentário Sandro - e desculpe-me, é sem uma pontinha de ironia, pois de facto tenho grande admiração e estima pela sua rectidão e carácter.
1 O magistério claro, dos Papas, precisa de interpretação? É verdade que os teólogos explicam melhor o magistério, mas interpretam-no? E quando há várias escolas de teólogos em debate - todas ortodoxas? Mas nós - os sedeplenistas pró-FSSPX - não recusamos o Concílio precisamente devido à falta de clareza no magistério? Se o magistério é claro, não precisa de interpretações - sendo um analfabeto ignorante capaz de o compreender se for bem catequizado.

Num magistério claro, não há lugar para interpretações, há assimilação por parte da igreja discente (que aprende) e ponto final.

2 Sempre existiram apologetas - não entendo essa sua recusa de que leigos (desde que com formação doutrinal, moral e espiritual) possam ser responsáveis tanto pela formação catequética quanto pela direcção espiritual de outros mais incautos e menos esclarecidos na fé. Sempre existiram grandes apologistas católicos, não necessariamente padres ou bispos.
3 Aqui tenho dúvidas, peço-lhe que seja sincero como sempre é comigo: todos os teólogos ortodoxos que devemos estudar foram sacerdotes? Não houve qualquer leigo? Se sim, qual é o critério para sabermos se este pode e aquele não, se este tem competência e aquele não...

E veja bem, não tenho a intenção de ser teóloga rsrsrs - de internet, Deus me livre - é o que há mais por aí.

Simplesmente, faltou a vc explicar de onde vem a competência de um teólogo. Se de ser sacerdote ou se de ter, um dia, começado a estudar a doutrina para a explicar a outros...

É confuso o pensamento dos sedevacantistas - vocês (eu sei que deve ser horrível ler isso, peço perdão, mas é o que penso) estão fora da comunhão com a Igreja visível:
-não aceitam os santos que a Igreja canoniza;
-não aceitam as três Doutoras da Igreja mulheres;
-não aceitam o Papa legítimo - com base em opiniões de teólogos e numa certa soberba em julgar o Papa de herege.

Nunca serei sedevacantista, isso causa-me horror. Não vocês, mas a posição que assumem perante a crise. É a posição mais cómoda, a que evita o combate de frente para tirar os modernistas de dentro da Igreja, a que foge da batalha, da luta. Metem-se no vosso cantinho sedevacantista em vez de nos ajudar a desocupar os hereges da Igreja.

A Santíssima Virgem e Deus não nos deixariam sem Papa todo este tempo. JPII fez muitas coisas erradas - porque não dizer? - defendeu heresias gritantes, mas nem ele considero herege - porque era inocente, corrigia-se, amava a Santíssima Virgem.

Rezo por vocês. Sei que amam a Santa Igreja, mas estão errados ao negar-se a ajudar o Papa - tornando-se, na prática, em inimigos do Santo Padre, tal como os modernistas.

Escusam-se nos doutores da Igreja para legitimar as vossas posições.

Mas nenhum santo que vocês invocam, se vivesse hoje, se auto-excluiria da comunhão com a Igreja. Vocês obedecem a quem? Quem é a vossa autoridade?

Eu não faço livre exame do magistério, porque o magistério é claro e não necessita de ulteriores interpretações. Existe magistério infalível e magistério falível, corrigido. Também não acho que a Igreja católica parou lá em Pio XII e, na medida do que me for possível e não contrastar com doutrina anterior em questões graves respeitantes à sacralidade da Santa Religião (e só nisso), obedeço ao magistério actual. A Igreja não congelou, eu tento seguir o meu Papa e a minha Igreja.

Quem faz livre exame é que rejeita todo o magistério actual, acha que a Igreja estagnou no tempo, faz de ensinamentos falíveis e erróneos magistério de fé divina e católica e ainda se atrevem a julgar o Papa. Não, nunca aceitarei isso, jamais serei sedevacantista.

Magdalia disse...

Onde o magistério nos manda ter os teólogos como autoridade doutrinal vinculante ou obedecer às suas opiniões teológicas?

Que eu saiba, só São Tomás de Aquino teve esse privilégio, e ele errou em pelo menos duas coisas: na visão horrível da mulher e na posição contrária à Imaculada Conceição da Santíssima Virgem.

Logo, o maior teólogo de todos os tempos, o teólogo por excelência, o único a que m o magistério nos manda expressamente ir para buscar a verdade, autoridade teológica e doutrinal, enganou-se. Errou. Os outros, que nem de longe têm a notoriedade do doutor angélico, também podem errar. E erram, certamente.

É como lhe disse antes: leio sim muitos manuais de teologia (interesso-me muito por teologia moral), dou-lhes crédito quando se trata de explicar melhor ou aprofundar a doutrina ou a moral, mas não embarco em coisas dessa gravidade escusada em opiniões teológicas, possibilidades...

O único teólogo com autoridade doutrinal é São Tomás, e não é infalível, errou...

Podemos ler teólogos e discordar deles - leia o que São Tomás escreveu sobre a mulher e peça-me depois para concordar... concordará a autora de outro blog - muito apreciado seguramente por aqui - mas quem tenha o mínimo de bom senso de amor próprio e de consciência da sua dignidade de filha de Deus, pura e simplesmente discordará do doutor angélico!

Logo, teólogos não são autoridade e não lemos manuais de teologia como se lêssemos documentos do magistério. Podemos discordar ou não de meras opiniões teológicas, ainda para mais se mal fundamentadas.

Eduardo disse...

Caro Sandro, salve Maria!

Gostaria que você me corrigisse se eu estiver enganado, ok?

Difamação é nada mais nada menos do que retirar a boa fama de outrem.

Normalmente, quando usamos tal palavra, fazemo-lo no sentido de retirar injustamente tal boa reputação. Neste sentido, a difamação pode se dar através da calúnia, da murmuração ou malediência e da delação.

Bom, penso não precisar explicar para você, meu caro Sandro, que conhece bem o catecismo, a diferença entre estes três modos de praticar a difamação.

Agora, a palvra difamação não necessariamente precisa ser usada no sentido de injustiça. Aliás, está aí à esquerda em seu blog o seguinte:

"Tratamento aos inimigos da Igreja
Os inimigos declarados de Deus e da Igreja devem ser DIFAMADOS tanto quanto se possa, desde que não se falte à verdade, sendo obra de caridade gritar: 'Eis o lobo!', quando está entre o rebanho ou em qualquer lugar onde seja encontrado" (São Francisco de Sales, Bispo e Doutor da Igreja, Filotea ou Introdução à Vida Devota, parte III, cap. 28)
" (MAIÚSCULAS minhas)

Por isso, escrevi em meu último comentário -- e negritei -- o seguinte:

" (não porque Papa, mas porque, segundo ela, é católico salvaguardar de modo absoluto o bom nome alheio)"

Logo, em mim, não há contradição. Na verdade, ela está em outra parte, pois até outro dia eu era meio maluquinho, mas sincero, honesto, veraz, franco etc. Já agora...

E para encerrar este assunto, a portuguesa não deu nomes, mas... eu também não dei! Contudo, se eu, que sou bobo, entendi a quem ela se referia, penso que você e qualquer outro também o fizeram. Portanto, foi, sim, difamação injusta, posto que me parece completamente compreensível, coerente mesmo, a postura da outra pessoa que ela visa prejudicar.

* * *

Sobre o resto, digo apenas o seguinte:

1) Os quatro Bispos assinaram a carta de agradecimento pelo levantamento das "excomunhões" -- como compreender que um Bispo sedevacantista faria um ato destes? Para mim, parece-me mais uma das historietas da moça e que, intencionalmente ou não, acaba fazendo o jogo dos traidores que igualam sedevacantismo a cisma e tentam rotular todos os que resistem ou de sedevacantistas, ou de loucos, ou das duas coisas ao mesmo tempo... No entanto, enquanto os Bispos louvam o Summorum Pontificum e o levantamento das "excomunhões" são, quando menos, cúmplices da maior traição possível a D. Lefebvre;

2) Caro Sandro, a portuguesa compreende bem o que é certo e errado: tanto eu quanto o Felipe já dissemos muita coisa para ela. Aliás, numa lista dos fiéis de Dom Lourenço, ela começou uma polêmica e, quando ficou sem respostas, praticou a tal "fuga para a frente", como o faz agora. Ou você não notou que ela está seguindo o assunto para ignorar o texto do Pe. de la Rocque? E quando você demonstrar uma coisa, ela vai propor outra dúvida, e outra, e outra... e vai jogar com as palavras e... vai sumir e voltar a dizer que você não sabe lhe responder. Por isso, renovo meu conselho: não perca seu tempo, pois ela só vai aceitar o que lhe convier ou aprouver.

É isso.

Que a Virgem Santíssima e São José nos socorram!

Forte abraço,
In Cordibus Iesu et Mariae,
Eduardo.

P.S.: Se UM Bispo da FSSPX é sedevacantista, ou é D. de Galarreta, ou D. Tisser de Mallerais, ou D. Williamson. No entanto, pelos menos dois deles (e EUROPEUS!) ensinam a mesmíssima doutrina sobre o papel da mulher (que é, talvez, o que mais repugna a Srta. Moreno na doutrina tradicional da Igreja).

P.S.2: Sobre a possibilidade de um dos Bispos serem sedevacantistas, eu não a excluo em absoluto, hein! Apenas acho, devido a tudo o que se passou, improbabilíssimo!

Magdalia disse...

Um Doutor da Igreja pode ter opiniões diferentes daquilo que o magistério depois diga.

As opiniões teológicas não são mais importantes que o magistério dos papas, nem as opiniões dos santos doutores o são.

Vocês precisam de encontrar argumentos para defender essa posição, e escusam-se nos doutores – Santo Afonso de Ligório e São Roberto Belarmino.

Mas eles não estão aqui, na nossa situação, para dizer se concordariam ou não com vocês.

Eles analisaram a questão sem que a Igreja tivesse jamais passado por uma situação semelhante a esta – isto não tem qualquer precedente.

Restaria saber se eles teriam a mesma abusiva noção de pertinácia que vocês têm, caso conhecessem as pessoas que vocês julgam – Ratzinger por exemplo.

É inútil nem eu vos vou convencer nem vocês a mim. Mas essa de termos que acatar teólogos como se fossem magistério, e rejeitar Papas com base em teólogos e opiniões teológicas, não convence.

A bula de Paulo IV dá-me que pensar – estou à espera de saber se está no Denzinger. Se não está, pouca autoridade magisterial - vinculante - terá.

O Código de Direito Canónico em vigor na Igreja Católica já é outro. Não interessa saber se gosto ou não dele (não gosto) mas a nova lei vigente já não é a de 1917.

Magdalia disse...

Só mais uma coisa: o professor Orlando aceita a hermenêutica da continuidade.

Baixou tão baixo quanto a Teresa que, por ser católica, tenta com toda a boa vontade seguir o Papa reinante, sentir com a Igreja, sempre e quando não esteja em jogo a conservação da fé e doutrinas graves respeitantes aos sagrados e invioláveis direitos da Igreja.

Não aceito o falso ecumenismo, nem a liberdade religiosa condenada – como direito do homem – nem a fraternidade democrática e anárquica que mina a autoridade papal da colegialidade episcopal.

Aceito os avanços quanto à mulher e à sacralidade da vida humana – sim falo da pena de morte. Aceito os avanços no conceito de dignidade humana, um saudável humanismo cristão – à semelhança de Santa Zita e de São Francisco de Sales – e aceito todos os santos canonizados. Se não concordo com algumas das suas formas de proceder, simplesmente não rezo a eles, não peço a sua intercessão.

Santa Joana Francisca de Chantal nunca foi do meu agrado, não tenho nenhuma simpatia por ela, e nem por isso deixo de a considerar santa da Igreja (claro que foi canonizada antes do Concílio).

O mundo avança, progride, e a Igreja, sem mudar a sua doutrina (algo que foi indevidamente feito no CVII) deve também ir caminhando com os homens. Hoje, no contexto actual, não se justifica a barbaridade da pena de morte; e daqui não saio! Avançámos muito no conceito de dignidade humana, para regredir dessa maneira.

E francamente não sei em que a defesa disto que advogo faz de mim alguém menos católica, parece que estou a defender alguma doutrina contra os direitos inalienáveis da Igreja.

Magdalia disse...

A Igreja apoiou gente ser queimada nas fogueiras e depois mudou; apoiou a escravatura e depois mudou; apoiou a pena de morte e está a mudar! Há coisas que muda na Igreja, sem que a sua santidade sagrada e imaculada seja manchada. Há coisas que, sim!, têm de mudar. Nada que diga respeito ao sagrado depósito de fé, mas do resto, há sim coisas que têm de mudar, como foram mudando ao longo dos tempos.

Vocês podem excomungar-me uma e mil vezes, mas se não fossem os liberais, a Igreja, sozinha, jamais poria fim à escravatura – essa coisa nojenta e abominável; se não fosse o romantismo condenado, a Igreja jamais aconselharia os pais a deixar as filhas escolher os seus esposos e casar por amor.

Quem terá a bondade de negar o que afirmo?

Podem chamar-me herege e liberal, feminista e etc e tal, mas eu sei que não estou a desagradar a Deus. O Deus justo e misericordioso não pode agradar-se com a desgraça e o sofrimento do ser humano. Se unimos a nossa dor à dor redentora de Cristo e nos oferecemos em expiação, somos muito agradáveis a Deus; mas o Senhor não quer que soframos por sofrer, sem sentido para o sofrimento.

A Igreja não pode mudar em questões de fé e de moral, no resto pode – e por vezes deve – mudar sim.

Prefiro ser chamada de herege e liberal e ser profundamente humana, sofrer e chorar qom quem chora, do que fazer da doutrina da Igreja ideologia política. Por vezes parece-me que só se defende a pena de morte por ideologia, não por doutrina.

Magdalia disse...

Ainda gostava de saber com que objectivo, porquê!, se quer dar passaportes às pessoas, aos seres humanos, em tudo iguais a nós, para a morte. A mim, prejudica-me, na minha vida, no meu quotidiano, que um criminoso fique vivo e não seja morto? À Santa Igreja, aos seus direitos, ao favorecimento que se lhe deve dar, prejudica em algo que as pessoas sejam tratadas com mais respeito e dignidade?

Isto tudo foge ao tema proposto, mas eu sinto-me muito revoltada porque muitos tradicionais me chamam herege (porquê? Nego algum dogma de fé? Defendo algo de imoral? Quero mudar a fé e a moral da Santa Igreja?). Esse Eduardo faz do acessório essencial.

Talvez vocês não saibam, mas o fundamentalismo é isso: fazer do acessório essencial.

Santa Maria Goretti e Santa Teresinha, de certeza absoluta, se estivesse nas suas mãos, aboliriam a pena de morte. Pq eu tenho de ser considerada herege?

Eduardo disse...

Caro Sandro, salve Maria!

Por favor, meu amigo, permita-me apenas colar um trecho de uma carta do ano passado do Pe. Méramo:

"9) Dado que se alegra de la remisión del decreto de la censura de excomunión alabando la magnanimidad, la paternidad y el valor de Benedicto XVI (al colmo de agradecer a través del Padre de Cacqueray la carta en su apoyo, escrita por un grupo de fieles y detrás sacerdotes de la Fraternidad, conociendo a uno en especial) y alegando que fue un regalo y bendición del cielo, de Nuestra Señora, cuando en realidad la desgracia visitó a Ecône el once de febrero, con la trágica y espantosa muerte de tres seminaristas y un cuarto mal herido, cosa jamás vista, justo el día de la Fiesta de Lourdes (como por pura coincidencia), habiéndose lanzado la cruzada del ramillete de rosarios en la peregrinación internacional en Lourdes; y por si fuera poca casualidad, el mismo día que recibo la primera monición canónica en vías de expulsión, creo sinceramente ante Dios, Monseñor, que usted no tiene el respaldo del cielo, ni de la Santísima Virgen María como pretende, sino todo lo contrario, pero su obcecación y compromiso con Roma Apóstata es tal, que no lo puede ni lo podrá ver, pues ha ido muy lejos y es demasiado tarde." (negritos meus)

Somado a isso, recomendo a leitura deste post publicado, no ano passado, pela Radio Cristiandad:

http://radiocristiandad.wordpress.com/2009/02/24/quizas-un-signo-un-aviso/

Que não tarde a hora de o verdadeiro filho e sucessor vir emdefesadelefebvre!

Que a Virgem Santíssima seja por nós!

Forte abraço,
In Cordibus Iesu et Mariae,
Eduardo.

Eduardo disse...

Caro Sandro, salve Maria!

Sem querer ficar me prolongando, gostaria de deixar este trecho do Catecismo Romano:

"[13] Agora, vamos explicar as razões por que o homem e a mulher devem unir-se em Matrimônio. A primeira é a união dos sexos diferentes, apetecida pelo próprio instinto da natureza, baseada na esperança de mútuo auxílio, para que uma parte, amparada pela outra, possa mais facilmente sofrer os incômodos da vida, e suportar a debilidade da velhice.

A segunda razão é o desejo de gerar filhos, não tanto para os deixar como herdeiros de seus bens e riquezas, quanto para os criar como seguidores da verdadeira fé e religião. Mostram-nos, claramente, as Sagradas Escrituras que era esta a principal aspiração dos Santos Patriarcas, quando tomavam esposas.

Por isso, ao ensinar a Tobias como devia rebater o ataque do mau espírito, disse-lhe o Anjo: 'Eu te mostrarei quais são aqueles sobre quem o demônimo tem poder. São aqueles que se casam com tais disposições, que lançam a Deus fora de si e de seu coração, e entregam-se aos maus apetites, à semelhança do cavalo e do macho, que não têm entendimento: sobre eles é que o demônio tem poder'. Depois, acrescentou: 'Receberás a donzela no temor do Senhor, levado mais pelo desejo de ter filhos, do que por sensualidade, a fim de conseguires nos filhos a bênção reservada à descendência de Abraão'.

Este é também o único fim primário, por que Deus havia desde o início instituido o Matrimônio. Portanto, crime é gravíssimo, quando pessoas casadas impedem a concepção ou provocam aborto, por meio de medicamentos. Tal proceder equivale a uma ímpia conspiração de homicidas.

[14] Às outras razões acrescentou uma terceira, depois da queda do primeiro Pai, quando a concupiscência começou a rebelar-se contra a reta razão, porquanto o homem perdeu a justiça em que fora criado. Quem pois sente a sua própria fraqueza, e não quer tomar sobre si a luta contra a carne, deve valer-se do Matrimônio, como remédio que faz evitar os pecados de incontinência.

Nesse sentido, escreveu o apóstolo: 'Por causa da luxúria, tenha cada um a sua mulher, e cada mulher o seu marido'. Mais adiante, depois de ensinar que, por causa da oração, convinha de vez em quando abster-se do débito conjugal, ele acrescentou a explicação: 'Tornai, porém, a viver como de costume, para que Satanás não venha a tentar-vos, por causa de vossa incontinência'.

São estas as finalidades do casamento. Deve ter uma delas em vista quem deseja contrarir núpcias, de uma maneira santa e piedosa, como convém a filhos de Santos.

Se a tais razões acresceram outras, que movam o homem a casar-se, e, na escolha da esposa, a preferir uma pessoa em lugar de outra, pelo desejo de deixar herdeiro, ou por causa da riqueza, formosura, nobreza de linhagem, afinidade de caráter: esses motivos não são em si reprováveis, porquanto não se opõem à santidade do Matrimônio. Nas Sagradas Escrituras, não vemos que o Patriarca Jacó merecesse repreensão, porque a Lia preferiu Raquel, por causa de sua formosura.

Tais são os pontos que se devem ensinar acerca do Matrimônio, como união baseada na natureza.


(...)

Eduardo disse...

[26] É, pois, dever do marido tratar sua mulher com bondade e consideração. Importa-lhe recordar que Adão chamou Eva de companheira, quando dizia: 'A mulher que me destes por companheira'.

Por esse motivo, como ensinaram alguns Santos Padres, ela não foi formada dos pés, mas da ilharga do homem; da mesma forma, não foi tirada da cabeça, para reconhecer que não era senhora do marido, mas antes sua subordinada.

Depois, é preciso que o marido tenha sempre alguma boa ocupação, não só para prover o necessário ao sustento da família, mas também para não amolecer na ociosidade, fonte de quase todos os vícios.

Finalmente, deve o marido governar bem a sua famíliar, corrigir as faltas de todos os seus membros, e manter cada qual no cumprimento de suas obrigações.

[27] De outro lado, as obrigações da mulher são aquelas que o Príncipe dos Apóstolos enumerou na seguinte passagem: 'Sejam as mulheres submissas a seus maridos, de sorte que, se alguns deles não acreditam na palavra, sejam ganhos pelo procedimento de suas mulheres, sem o auxílio da palavra, quando consideram a vossa vida santa, cheia de temor de Deus. Seu adorno não consista exteriormente em toucados, em adereços de ouro, em requintes no trajar; mas antes [ornai] a índole humana que se oculta dentro do coração, com a pureza de sentimentos pacíficos e modestos, que são preciosos aos olhos de Deus. Desta forma se ornavam, antigamente, as mulheres santas que em Deus punham sua esperança, e viviam submissas a seus maridos, assim como Sara obedecia a Abraão, quem chamava de seu senhor'.

Outro dever principal, para elas, seja também educar os filhos na prática da Religião, e cuidar zelosamente das obrigações domésticas.

De boa vontade vivam dentro de casa. Não saiam senão por necessidade, e nunca se atrevam a fazê-lo, sem a permissão do marido.

Ao fim, como requisito essencial para a boa união entre casados, estejam sempre lembradas de que, abaixo de Deus, a ninguém devem mais amor e estima do que a seus maridos; aos quais devem também atender e obedecer, com suma alegria, em todas as coisas que não forem contrárias à virtude cristã.
"

Obrigado, Sandro, por me permitir citar não "só" teólogos (indispensáveis!), mas o próprio Catecismo de Trento. Espero que seja útil aos seus leitores.

Que a Virgem Santíssima e São José, além de nossos modelos, sejam nossa luz e fortaleza!

Forte abraço,
In Cordibus Iesu et Mariae,
Eduardo.

Sandro de Pontes disse...

Eduardo, salve Maria.

Como sempre, muito bons os seus comentários. A Teresa é romântica, ela não entende a doutrina da Igreja imortalizada pelo costume, ainda que não se tenha publicado de forma ex catedra. E o que ela diz de São Tomás, hein? Ela OUSA discordar de São Tomás no que se refere as mulheres, sendo que o Concílio de Trento fez da doutrina dele a própria doutrina católica...e depois, manda ela provar que São Tomás errou realmente sobre a imaculada conceição. Gostaria de ver ela provar isso. Será que ela sabe que o próprio Cristo aparecia a São Tomás? Duvido.
Abraços, Eduardo. Meu bom amigo Eduardo. Espero tê-lo em minha casa em um destes finais de semana, para você nos conhecer, ver nossos projetos. Vamos construir uma capela e se Deus quiser uma escola.
Fique com Deus e com Nossa Senhora,

Sandro

Sandro de Pontes disse...

Teresa,

Discutir com você está sendo para mim como discutir com protestantes sobre a questão das imagens: você lhes dá passagens onde Deus manda construir imagens, onde o povo santo se prostra diante delas e as carrega, onde elas são usadas para curar aqueles que olham para elas, onde elas são colocadas nos templos, etc... e depois de dizer tudo isso, estes protestantes vêm e dizem justamente como se nada disso tivesse sido dito: "Idólatras, Deus condena imagens"! Entendeu, Teresa?
É isso. Sinceramente, você ganhou.

Abraços,

Sandro de Pontes

Magdalia disse...

Ganhei sim, e sei disso, não preciso que me diga - pura e simplesmente porque vc não respondeu a uma única das perguntas que lhe fiz! rsrs A escravatura.... responda ao menos a essa, ok? À escravatura, a Igreja e os liberais... responda a essa...

Claro que São Tomás nega a Imaculada Conceição, vá estudar a suma!

**

Eduardo,
falar consigo é pior que bater 50000000 vezes com a cabeça na parede, vou desistir.

Mas o Catecismo Romano foi escrito há mais de ... ... ... 500 anos!

A quem cabe na cabeça que hoje um homem vai escolher uma esposa com base «na formosura, na riqueza...» rsrsrs

Não dá mesmo, vocês são muito fanáticos - até tenho medo de vocês, se pudessem matavam pessoas, seres humanos. Nunca tive medo de outros católicos, mas depois de ler o que o Eduardo escreveu fiquei com medo de vocês.

Vocês aplicam mesmo, todo o Catecismo Romano, hoje? Todo sem alterações? Não consideram as flutuações do tempo e do espaço?

Que horror, que sectarismo.

Nossa Senhora, Deus vos tenha misericórdia. E tenha piedade das vossas mulheres - tratadas unica e exclusivamente como máquinas parideiras.

Eu não gosto do Concílio Vaticano II - Deus sabe e é minha testemunha. Mas, quando me deparo com pessoas assim, até agradeço a Deus por alguns avanços do Concílio. Vocês querem fazer da maravilha, da beleza, da grandeza da Igreja Católica uma doutrina monstruosa e désputa.

Não volto mais aqui, estou enojada com o facto do Sandro concordar com o pensamento nojento e repugnante do Eduardo.

Não o tinha nessa conta, Sandro.

Ganhei sim, porque hoje podemos estudar, podemos trabalhar e ter na mesma os cinco ou seis filhos... porque hoje não temos que dormir com homens por quem temos repulsa e repugnância, mas casamos por amor... porque hoje a Igreja está prestes a posicionar-se contra o assassinato de seres humanos...

Por isso ganhei sim, e atrás já não voltamos.

É desprezível o vosso pensamento.

Quem me obriga a ir rumo ao Concílio são vocês; quem nos obriga a agradecer a Deus pelas mudanças do Concílio são vocês, seus monstros. Ainda bem que a mulher nunca mais será escrava do homem, que já absolutamente ninguém católico vive a submissão no matrimónio - mas uma relação forte, profunda e verdadeira de amor, de complementaridade, de cedências mútuas.

Passem bem, mas muito longe de mim.

Vc é uma decepção, Sandro! Pensava que sectário era só o Eduardo, mas vc, dando-lhe todos os amens, é igual a ele!

Eduardo disse...

Caro Sandro, salve Maria!

Apenas mais algumas citações e indicações:

A) Sobre a escravidão:

1) Gregório XVI, Carta Apostólica In Supremo -- 03 de dezembro de 1839, sobre a condenação da escravidão dos indígenas e do comércio dos negros;

2) Idade Média: Idade da Luz (p. 04/07) - MONTFORT.

B) Sobre o papel da mulher e sua dignidade:

1) Idade Média: Idade da Luz (p. 03/07) - MONTFORT;

2) 2o. Sermão de D. Tomás de Aquino – Mosteiro da Santa Cruz (Friburgo-RJ) para o INDEX BONORVM.

Neste último link, atenção ao comentário insuspeito deixado no blog.

C)Sobre o papel dos leigos:

1) Nosso papel e divisão de águas;

2) Ainda sobre nosso papel.

Nestas indicações que faço do Prof. Nougué, quero destacar que, segundo o que ele escreve, e que não é de todo descabido, para pretender fazer apologética, se se é leigo, é preciso ser: a) ou chefe de família, b) ou especialista em alguma ciência. Ora, a moça portuguesa, numa destas suas verborragias estratégicas, escreve que não é versada em teologia. Portanto, não pode ser repetidora de segundo nível nem de Santo Tomás nem de ninguém mais. Por isso -- e não única e exclusivamente por ser mulher --, recomendei, aconselhei inúmeras vezes que encerrasse o umbeijoemlefebvre e todos os demais blogs.

C) Sobre o Catecismo Romano ou de Trento:

Monsenhor Marcel Lefebvre, Martelo do Modernismo, rogai por nós!. (sic!):

"Lede, relede em família o catecismo de Trento, o mais belo, o mais perfeito e o mais completo.

Não adquirais qualquer Bíblia; toda família cristã deveria possuir a Vulgata, tradução latina feita por São Jerônimo no século IV e canonizada pela Igreja. Atende-vos à verdadeira interpretação das Escrituras, conservais a verdadeira Missa e os Sacramentos tais como eram administrados por toda a parte até bem pouco. (Monsenhor Lefebvre: Carta aberta aos Católicos perplexos.)
" (negrito meu)

Sobre este vídeo, quero apenas observar que ele foi feito com a colaboração da Editora Permanência. E é uma das coisas mais sem-vergonhas que já vi! Comemora-se o fato de ser ter declarado D. Lefebvre um rebelde "excomungado"! Pode isso, Sandro?! Mas além disso, o vídeo como um todo dá a entender que o problema que existia entre D. Lefebvre e esta Roma anticristo, modernista e apóstata, era pura e simplesmente a Missa; o que não é verdade, posto que o que contrapunha o Prelado aos traidores sempre foi a DOUTRINA! Com isso, compreende-se um pouco melhor o silêncio de Dom Lourenço Fleichman (e também a reformulação/sumiço de material importante do novo site da Permanência).

D) Sobre se ensinar na FSSPX que os sedevacantistas são cismáticos:

Apoio total à Radio Cristiandad:

"Há bem pouco tempo, descobriu-se que a Fraternidade ministrava os sacramentos a sedevacantistas. Ora, sem querer criticar mas já criticando, a idónea família Vazquez, embora menos favorável ao acordo com Roma do que nós, não é sedevacantista!"

Eduardo disse...

E) Sobre ser bastante humano, não ficar indiferente aos demais etc., lembrei-me desta seguinte entrevista:

""Chico Vasconcellos - Como é o nome desse secretário?

Leonardo Boff - Ele morreu em 1996, era o cardeal Hamer, Jerome Hamer.

Sérgio de Souza - Você pode reproduzir esse diáologo?

Leonardo Boff - Foi dramático, só nós dois, eu e o cardeal Hamer, é difícil reproduzir com objetividade, porque foi uma vivência da coisa. Foi no grande salão do Santo Ofício, que deve ter pelo menos 150 metros de comprimento. Imenso salão, com tapetes enormes. Lá no fundo, num canto, uma cadeirinha, uma pequena mesa e eu sentado lá, esperando quarenta minutos pelo cardeal. Toda hora me diziam: 'Está chegando'. Vejo ele chegando de longe, todo paramentado de cardeal, com toda a pompa vermelha. Fiquei realmente amedrontado. Primeiro, quarenta minutos de espera, você sozinho,
abandonado. Ele vem, senta e diz: 'A tua igreja pediu um diálogo. Quem fala aqui é o responsável pela doutrina, não quero dialogar, só quero testar se a tua fé é verdadeira ou não. Primeiro, como referência: o que você acha do Vaticano II?' Eu disse: 'O Vaticano II foi um extraordinário concílio pastoral'. E ele: 'Erro, não é pastoral, é doutrinário. Esse é o teu erro, considerar que esse concílio adaptou a Igreja ao mundo moderno, não adaptou nada! Ele tem de ser lido na óptica do Vaticano I, como doutrina, e você não faz isso'. Aí puxa uma pasta com todas as minhas cartas. 'Na carta tal, você diz isto, pior, você subscreve' – porque eu sempre subscrevi, com um certo humor franciscano, frater teologus minor et pecator (irmão, teólogo menor e pecador). 'Você escreve isto, você é pecador mesmo?' Eu respondo: 'Está escrito, admiro que o senhor não se considere um pecador'. E ele: 'Eu sou autoridade, não cabe a mim apresentar-me como um pecador'. Digo: 'O senhor é um cristão'. Lembrei o famoso sonho de São Jerônimo, em que ele aparece no Céu e Deus lhe pergunta: 'Quem é você?' Jerônimo diz: 'Teologus sum traductor sum' – sou teólogo, sou tradutor da Bíblia. E Deus: "Não, não conheço". Até que Jerônimo acerta: 'Cristianus sum'. Então, Deus lhe diz: 'Sim, cristianus sum pecator sum'. E aí Deus o acolhe. Perguntei ao cardeal: 'O senhor esqueceu o sonho de São Jerônimo?' Pois ele respondeu dizendo: 'Eu estive no Brasil, conheço o teu país, e vocês cometem um erro fundamental que é pensar a partir da prática. Isso não existe, isso fazem os marxistas, não os cristãos. Os cristãos pensam a partir da tradição, a partir do magistério da Igreja, a partir dos documentos oficiais. E vocês tentam dialogar com a ciência a partir da realidade. Então, vocês não fazem teologia, vocês são menores, não têm seriedade no discurso'. Eu: 'Bom, se não tenho seriedade, por que o senhor me chama aqui, por que questiona os meus textos?' Até o ponto em que ele diz: 'Eu conheço o Brasil, aquilo que vocês fazem nas comunidades eclesiais de base não é verdade, o Brasil não tem a pobreza que vocês imaginam, isso é a construção da leitura sociológica, ideológica, que a vertente marxista faz. Vocês estão transformando as comunidades eclesiais de base em células marxistas, que, mais do que rezar e militar a palavra de Deus, aprendem a guerrilha. Por isso, vocês, quando começam a conversar, dizem: "Como vai a luta?" Está vendo? A luta. E, para nós, isso quer dizer como vai a vida, não é?'

Eduardo disse...

Sérgio Pinto - Em que ano foi isso?

Leonardo Boff - Foi em 1989. Chegou a um ponto que comecei a chorar de tanta raiva. E ele disse: 'E mostra a tua fragilidade! Porque você chora como uma criança!" Fiquei com tanta raiva que fechei o punho: "Vou matar o cardeal'. E comecei a mirar onde ia acertar... "Vou matá-lo." Fiquei lutando contra mim mesmo, por uns cinco minutos, fechado, pensando: 'Quero matar esse homem, porque é isso que ele merece'. Então lhe disse: 'Olha, padre, acho que o senhor é pior que um ateu, porque um ateu pelo menos crê no ser humano, o senhor não crê no ser humano. O senhor é cínico, o senhor ri das lágrimas de uma pessoa. Então não quero mais falar com o senhor, porque eu falo com cristãos, não com ateus'. Aí ele parou e disse: 'Então vamos falar de outras coisas. Sou cardeal aqui dentro, e o cardeal mais odiado do mundo, lido com os que entram, com os que devem sair, nomeio os teólogos, todos os bispos que vêm aqui defendem os teólogos, tenho de me explicar. Aos domingos vou comer com os dominicanos' – ele era dominicano –, 'ninguém conversa comigo'. Morreu de câncer. E teve uma surpresa imensa, porque ele estava morrendo, eu estava de passagem por Roma e telefonei: "Aqui é o Boff, aquele que o senhor condenou". E ele: 'Ninguém me telefona... foi preciso você me telefonar! Me sinto isolado. Queria ser um grande teólogo e não consegui. Me fizeram logo bispo, me chamaram pra cá, não tenho comunidade, celebro sozinho de manhã e me sinto desprezado pelos meus irmãos dominicanos'. Aí começou a chorar. Não perdoei: 'Quem é o fraco agora? Mas não quero fazer o que fez comigo! Quero enxugar as suas lágrimas'. E ele: 'Boff, vamos ficar amigos, conheço umas pizzarias aqui perto do Vaticano...'. (risos)

Chico Vasconcellos - Lá também acaba em pizza.

Leonardo Boff - '... Quando você vier pra cá, me telefone, vamos tirar essas roupas, vamos conversar, tomar um vinho.' Chorava como uma criança.
"

Creio que é isso, meu caro Sandro.

Que a Virgem Santíssima e São José nos socorram!

Forte abraço,
In Cordibus Iesu et Mariae,
Eduardo.

P.S.: Sandro, você observou que, em meio a numerosos comentários, nem uma palavrinha foi dita sobre a crítica do Pe. de la Rocque, FSSPX, à monsturosa Spe Salvi? Isto tem nome: fuga para a frente!

Eduardo disse...

Caro Sandro, salve Maria!

Só mais uma coisinha, sim?

Isto aqui não trata justamente do... amor conjugal (amor sério, ponderado e adulto, é verdade; mas ainda amor):

"[13] Agora, vamos explicar as razões por que o homem e a mulher devem unir-se em Matrimônio. A primeira é a união dos sexos diferentes, apetecida pelo próprio instinto da natureza, baseada na esperança de mútuo auxílio, para que uma parte, amparada pela outra, possa mais facilmente sofrer os incômodos da vida, e suportar a debilidade da velhice."

Então, o Catecismo de Treno, quando vai explicar o Matrimônio, por uma questão de caridade, antes mesmo de falar do fim primeiro deste, fala sobre o amor conjugal. Que incrível desumanidade, não? E é assim por todo o Catecismo...

Que a Virgem Santíssima nos socorra!

Forte abraço,
In Cordibus Iesu et Mariae,
Eduardo.

P.S.: Será que a portuguesa poderia ao menos se retratar do mal que tentou praticar contra alguém que nem pode se defender? Creio que caberia um mea culpa.

Magdalia disse...

Retratar-me-ia se fosse mentira o que disse. Como não é e não citei nomes, não me retrato de absolutamente nada - não tentei fazer mal a ninguém (o especialista nisso é você, Eduardo, com outro rapaz de quem vc tem profunda inveja).

No mais, encerro as minhas participações por aqui - estou absolutamente enojada com os amens que o Sandro lhe deu.

Deus fê-los e o diabo juntou-os - todos uns sectários fanáticos.

Ninguém vos dá a mínima, nem sei pq eu ainda falava com vocês. Para todos, vocês são só mais um ramo do protestantismo. Porque sempre me recusei a vê-los assim - e gostava do Sandro - sempre falei (ou tentei falar) com vocês.

Seja honesto uma única vez na sua vida miserável, Eduardo, e não volte a comentar no meu blog - só de ler o seu nome dá-me náuseas. Vc é desequilibrado e sem carácter - os seus ex amigos que o digam, dada a maldade e a inveja que lhe vai dentro!

Magdalia disse...

Sandro,
Para que acabe qualquer resto de estima que tenho por você, só precisa de dizer uma simples palavrinha: «sim». Se concordar com o que vai abaixo, se disser sim a isto, está tudo dito sobre você e os que alinham pelo mesmo diapasão – desse Eduardo não digo nada, porque ele é um monstro, sempre foi.

"A mulher está em sujeição por causa das leis da natureza, mas é uma escrava somente pelas leis da circunstância...A mulher está submetida ao homem pela fraqueza de seu espírito e de seu corpo...é um ser incompleto, um tipo de homem imperfeito [...] A mulher é defeituosa e bastarda, pois o princípio ativo da semente masculina tende à produção de homens gerados à sua perfeita semelhança. A geração de uma mulher resulta de defeitos no princípio ativo" ( Tomás de Aquino, Summa Theologica, Q92, art. 1, Reply Obj.

S.Agostinho sobre a poligamia: "Ora, uma serva ou uma escrava nunca tem muitos senhores, mas um senhor tem muitas escravas. Assim, nunca ouvimos dizer que mulheres santas tivessem servido a vários maridos e sim que muitas serviram a um só marido ... Isso não é contraditório à natureza do casamento' (De bono conjugali 17, 20)"

" As Mulheres não deveriam ser educadas ou ensinadas de nenhum modo. (Santo Agostinho)
"É Eva, a tentadora, que devemos ver em toda mulher...Não consigo ver que utilidade a mulher tem para o homem, tirando a função de ter filhos" (Santo Agostinho de Hipona)

E então Sandro, como vai ser? É isto mesmo que uma mulher é?

Se sim, perdoem-me, mas Viva o Concílio Vaticano II! Viva os papas hereges! Viva o fim do desputismo imoral e anti-católico!

Magdalia disse...

Errata: despotismo - é a pressa na escrita, dá nestas «gafes».

Espero não mais voltar aqui, de sectarismo fundamentalista, déspota e fanático estou eu farta.

Que barbaridade, que monstruosidade, Sandro, concordar com o Eduardo... só porque ele tem mais possibilidades de ser «captado» para o sedevacantismo...

Eduardo disse...

Caro Sandro, salve Maria!

Talvez eu o esteja aborrecendo, mas queria colocar ainda mais duas coisinhas aqui.

Primeiramente, um trecho de um artigo de Dom Lourenço:

"Muitos dos que admiram o trabalho da Fraternidade e dos demais padres da Tradição, tomados de escrúpulos legalistas, acham que determinados atos deveriam ser passados às autoridades eclesiásticas; acham que deveríamos sempre repetir as tentativas de obter as permissões para casamentos, por exemplo; acham que todos os textos vindos de Roma ou dos bispos, deveriam ser "descascados", um a um, analisados, para que tivéssemos um assentimento religioso para o que é bom e rejeitássemos o que é mau.

Eles esquecem, no entanto, que esta prática não é viável, por diversas razões: primeiro porque existem regras na prática do direito, que seja civil ou eclesiástico, que obriga ao legislador emitir leis que sejam claras. E os textos eclesiásticos de hoje, desde o Concílio Vaticano II, passando pela Missa Nova até Dominus Iesus, são dúbios, muitos até favorecendo a heresia. Em seguida é preciso considerar que todo o direito da Igreja tem por obrigação respeitar a Tradição católica, aquilo que sempre, em toda parte e por todos foi ensinado. E não esquecer também que o fim de toda lei da Igreja é a salvação das almas, coisa deixada de lado há muito tempo pelos bispos do mundo inteiro, tomados que estão pelas preocupações políticas, econômicas e sociais. Acrescente-se a isso a impossibilidade física, temporal, de passarmos nosso tempo lendo encíclicas de 150 páginas, como são os textos de João Paulo II, escritos muitas vezes em linguagem difícil para a grande maioria dos fiéis. Como ler tudo? Como entender tudo o que foi lido? Como discernir o bom do mau? E se escorregarmos num desses pontos e acharmos que é bom aquilo que é um erro?

Não! Decididamente o católico não tem por obrigação ficar catando milho no meio da corrupção da doutrina. E se é inviável esta atitude, qual será, então, a certa? É o próprio bom senso que vai ditar a atitude de um filho que vê seu pai querendo encaminhá-lo para o pecado. Insistentemente! Durante quarenta anos! Não é negar sua condição de filho perder a confiança em seu pai. Essa é a realidade. Não podemos mais confiar neles. Não por espírito revolucionário de nossa parte, não por atitudes de revolta contra o pai, mas porque aquele que nos foi dado como protetor quer a nossa ruína, ensinando uma doutrina contrária ao nosso catecismo, pregando uma moral relativista, onde o pecado deixa de ser pecado, onde os pecadores têm acesso aos sacramentos sem se arrepender dos seus pecados. Eles mesmos nos obrigam a rechaçá-los, a não querer contato com eles.
" (negrito meu)

Depois, deixo apenas uma indicação, para explicar aos que ainda não entenderam, donde vem o grande interesse em defender e propagandear o tal amor romântico:

Comentários sobre a encíclica Deus Caritas est de Bento XVI

No final, Sandro, é tudo modernismo. É sempre modernismo! Não romantismo, não inocência, não incapacidade, mas... traição modernista.

Que a Virgem Santíssima e São José nos socorram!

Forte abraço,
In Cordibus Iesu et Mariae,
Eduardo.

Teresa disse...

Só para concluir, eu tenho pena de vocês.

Vocês não merecem nem ódio (que não é cristão), nem desprezo (dado a hereges obstinados), mas pena. Alguém vos ensinou a ser assim, fechados, sectários, a viver no vosso pequeno mundo, como se nada mais existisse – nem a dor, nem a miséria, nem as diversas condições de sofrimento do ser humano.

Se vocês conhecessem situações reais de dor, tinham que abrir um pouco a mente, sem jamais abdicar dos princípios (que também me vêem defender).

Não posso esperar mais de quem nunca viveu mais. Tenho grandíssima e profunda estima pelo professor Orlando, mas infelizmente foi ele que criou isto. Foi ele e a fechada e rígida Montfort quem deixou marcas profundas nas vossas concepções do mundo.

Pensam e vivem como se estivéssemos há três séculos atrás. Infelizmente não vivemos na Cristandade gloriosa. Infelizmente por um lado, felizmente por outro, porque na Cristandade (época de ouro do Catolicismo, idade da luz) também havia coisas más, não era tudo perfeito, embora fosse a época mais gloriosa para a Santa Igreja. Também havia corrupção, gente perversa, escândalos na Igreja. Em menor número, as pessoas eram muito mais tementes a Deus, mas havia.

Se eu falar em pobreza, em dor, em sofrimento – em coisas que vocês nem sonham que existem – provavelmente vão chamar-me comunista, ou da teologia da libertação (da escravização, Deus me livre!). Tudo o que foge aos vossos padrões vocês conotam com o erro.

Mas são vocês quem vive num pequenino mundo isolado dos outros, numa redoma de vidro muito cómoda e longe das situações concretas de dor no mundo.

O Sandro tem bom coração. Se visse reais situações de miséria humana, sabia aplicar os princípios à prática da vida concreta – que é algo que todo o católico deve aprender a fazer.

Se pudesse viver numa redoma de vidro, não sei se não teria as vossas concepções rígidas e inflexíveis do mundo. Mas, feliz ou infelizmente, a minha vida não foi feita de facilidades – por motivos que nunca ninguém de blogs saberá -, logo consigo perfeitamente contextualizar as pessoas e ter respeito ao ser humano, ainda que jamais às suas ideias.

Tenho um grande amor ao Catecismo Romano, como fonte de doutrina católica; mas há coisas no Catecismo que estão sim ultrapassadas, que já não se aplicam hoje, à realidade de hoje, aos homens de hoje. Há que saber discernir com sabedoria e com a ajuda da graça de Deus e há também que não ficar estagnados no tempo, sob risco de sermos uma pequena seita que vive isolada do mundo e das pessoas. Assim, desse modo, como converter alguém à fé, se estamos tão longe – tão fechados em nós mesmos – dos seus problemas e realidades?

Como propor a uma mulher de hoje o que o Eduardo sugere? Só às que saíram da Montfort! Eu, que julgo (não por pretensão mas porque assim creio) que tenho uma fé inabalável, revoltar-me-ia contra essa suposta doutrina – que não é doutrina, é ideologia. Agora imaginem tentar convencer amigas minhas a conhecer melhor a Tradição, a verdade católica, o depósito inviolável da Fé e propor-lhes essas noções completamente obsoletas sobre a dignidade da mulher. Por não saber distinguir o essencial do acessório, dificilmente alguém quereria conhecer a beleza e a grandeza do verdadeiro Catolicismo, a Tradição.

Por isso sei que agrado a Deus, digam o que disserem os outros. Tenho um director espiritual, converso com Dom Fellay e sei que há muita gente na Tradição que tem bem consciência do que são os princípios irrenunciáveis e do que é ideologia ou, na melhor das hipóteses, prática de uma dada época mas que não tem de ser aplicada de igual modo a todas as épocas e espaços.

Teresa disse...

Em suma, no fundo o que tenho de vocês é pena, porque vocês não são mesmo capazes de alcançar isto, tudo o que viveram até aqui não vos permite mesmo interiormente conceber outro modo de viver ou de pensar.

Não volto aqui. Deus o abençoe Sandro, e ao Felipe também - sempre vos admirei, acreditem ou não. Talvez um dia, quem sabe?, a vida vos obrigue a conviver com situações dolorosas, em que tenham de saber discernir o essencial, o irrenunciável, do acessório. A montfort é a culpada de vocês serem assim.

Eduardo disse...

Caro Sandro, salve Maria!

Mais uma citação:

"Artículo 1: Al producir las primeras cosas, ¿debió o no debió ser hecha la mujer?

Objeciones por las que parece que la mujer no debió ser hecha en la primera producción de las cosas:

1. Dice el Filósofo en el libro De Generat. Animal.: La mujer es un varón frustrado. Pero en la primera creación de las cosas no era conveniente que hubiera nada frustrado ni imperfecto. Por lo tanto, en la primera institución de las cosas no debió ser hecha la mujer.

2. El sometimiento y el empequeñecimiento fueron consecuencia del pecado. Pues después del pecado se le dijo a la mujer: Estarás sometida al varón (Gén 3,16). Y Gregorio dice: En aquello en que no pecamos todos somos iguales. Pero, por naturaleza, la mujer es inferior al hombre en dignidad y en poder. Pues el agente es siempre más digno al paciente, como dice Agustín en XII Super Gen. ad litt. Por lo tanto, la mujer no debió ser hecha en la primera producción de las cosas antes del pecado.

3. Hay que evitar las ocasiones de pecado. Pero Dios previó que la mujer sería ocasión de pecado para el hombre. Por lo tanto, no debió crearla.

Contra esto: está lo que se dice en Gén 2,18: No es bueno que el hombre esté solo; hagámosle una ayuda semejante a él.

Respondo: Fue necesaria la creación de la mujer, como dice la Escritura, para ayudar al varón no en alguna obra cualquiera, como sostuvieron algunos, ya que para otras obras podían prestarle mejor ayuda los otros hombres, sino para ayudarle en la generación. Esto aparece de forma evidente si nos detenemos ante los modos de generación que se dan en los vivientes. Hay vivientes que no poseen en sí mismos la capacidad generativa activa, sino que son engendrados por un agente de distinta especie. Ejemplo: Las plantas y los animales que son engendrados sin seminación a partir de la materia convenientemente dispuesta, por medio de la potencia activa de los cuerpos celestes. Otros poseen unidas la potencia generativa activa y pasiva. Ejemplo: Las plantas que se reproducen a partir de la semilla. No habiendo en ellas una función vital más digna que la generación, es preciso que en ellas estén en todo tiempo unidas la potencia pasiva y la activa de la generación. En cambio, la potencia generativa activa de los animales perfectos reside en el sexo masculino, y la pasiva en el femenino. Porque en ellos hay operaciones vitales más dignas que la generación, a las que se ordena principalmente su misma vida, en los animales perfectos no siempre están unidos el sexo masculino y femenino, sino solamente durante el coito, de modo que por él resulta una sola cosa de la unión del macho y de la hembra, al igual que en las plantas siempre están unidas la potencia masculina y la femenina, aunque a veces una esté en mayor proporción que la otra. Por su parte, el hombre se ordena a una operación vital más digna aún: entender. Por eso, en él era conveniente una mayor distinción de ambas potencias, de modo que la hembra fuese hecha separadamente del varón, y, sin embargo, se unieran carnalmente para la generación. Así, inmediatamente después de la formación de la mujer, se dice en Gén 2,24: Serán dos en una sola carne.

Eduardo disse...

A las objeciones:

1. Considerada en relación con la naturaleza particular, la mujer es algo imperfecto y ocasional. Porque la potencia activa que reside en el semen del varón tiende a producir algo semejante a sí mismo en el género masculino. Que nazca mujer se debe a la debilidad de la potencia activa, o bien a la mala disposición de la materia, o también a algún cambio producido por un agente extrínseco, por ejemplo los vientos australes, que son húmedos, como se dice en el libro De Generat Animal. Pero si consideramos a la mujer en relación con toda la naturaleza, no es algo ocasional, sino algo establecido por la naturaleza para la generación. La intención de toda la naturaleza depende de Dios, Autor de la misma, quien al producirla no sólo produjo al hombre, sino también a la mujer.

2. Hay un doble sometimiento. 1) Uno servíl, por el que el señor usa de sus súbditos para su propio provecho. Fue introducido después del pecado. 2) Otro, económico o civil, por el que el señor emplea a sus súbditos para la utilidad y bienestar de los mismos. Este último habría existido también antes de darse el pecado, ya que no habría organización en la sociedad humana si unos no fueran gobernados por otros más sabios. Este es el sometimiento con el que la mujer, por naturaleza, fue puesta bajo el marido; porque la misma naturaleza dio al hombre más discernimiento. Tampoco la desigualdad de los hombres está excluida por el estado de inocencia, como se dirá más adelante (q.96 a.3).

3. Si Dios hubiera quitado del mundo todas las cosas que sirvieran al hombre de ocasión de pecado, este mundo quedaría imperfecto. No es justo destruir el bien común para evitar un mal particular; especialmente porque Dios es tan poderoso que puede ordenar cualquier mal al bien.
"

* * *

A Srta. Moreno já escreveu há tempos atrás um textinho intitulado Mulheres estejam caladas???, que, entre outras coisas, diz o seguinte:

" Somente a título de exemplo, podemos citar:
santa Joana d'Arc que dirigiu um exército (onde fica aquela historieta de que as mulheres não podem exercer autoridade sobre os homens?). Ela comandou um exército! Defendeu a sua Pátria e a fé com unhas e dentes (saberia ela cozinhar? É só uma dúvida. Não nos consta nem que sim, nem que não). Faltou ela ao recato ao misturar-se com homens, por uma questão de suma importância como a defesa do seu país e da fé católica? Seria ela menos recatada por dar ordens a homens?
"

Uma vez que ela gosta e admira tanto o Prof. Fedeli, eu já a desafiei a perguntar-lhe sobre o que Sta. Joana d'Arc pensava sobre a Lei Sálica, a aplicação disso aos direitos das mulheres e, ainda, o papel da mulher sob a luz exemplar da Virgem Santíssima. Mas...

Hoje, eu a desafio a, usando o texto de Santo Tomás -- o que eu colei, não o estranho que ela nos trouxe --, perguntar aos autores do Contra Impugnantes, que se confessam meros repetidores do Doutor Comum, o que se deve pensar sobre o assunto.

Por fim, quanto às outras citaçõe (de Santo Agostinho), exceção feita à primeira, faltaram as fontes, não?

É isso.

Que a Virgem Santíssima nos socorra!

Forte abraço,
In Cordibus Iesu et Mariae,
Eduardo.

P.S.: E a negação do dogma da Redenção na Spe Salvi? E o Summorum Pontificum -- esse, sim, monstruoso? E o tal levantamento das "excomunhões"? E a tal reforma da reforma da Missa Nova? E a hermenêutica da continuidade? E encontro de Nápoles em 2007? E as visitas às sinagogas, mesquitas e igrejolas protestantes? E a liberdade religiosa? Etc., etc., etc... A moçoila portuguesa vai em franca fuga para a frente!

Magdalia disse...

Convinha ainda explicar ao Sandro que, na tal lista de fiéis de Dom Lourenço, a outra pessoa - que estava em discussão comigo - foi expulsa, e eu lá permaneço até hoje, com o carinho e o respeito dos moderadores e de muita gente - que até me vem pedir conselhos espirituais e morais...

Nada como a verdade toda e não miseráveis distorções.

Tenha cuidado com esse Eduardo, Sandro! Ele inventa coisas, diz meias verdades, é desonesto - tenha cuidado com quem mete das portas para dentro de casa!

Eduardo disse...

Caro Sandro, salve Maria!

Esqueci-me de algumas coisas:

Você observou que ela esqueceu a pergunta sobre a escravidão?

Você percebeu que ela não falou mais uma palavra sobre o Catecismo de Trento, quando viu que D. Lefebvre o recomendava?

Você viu que ela não disse uma única palavra sobre o excepcional sermão de D. Tomás de Aquino?

Você notou que, depois que eu mostrei que não se dizia a verdade, ela não voltou a falar que o sedevacantismo é tido como cismático na FSSPX?

Você reparou, ainda, que ela não disse uma palavra sobre o direito que as pessoas têm de exercer a apologética?

Isso tudo, além do que eu coloquei em meu P.S. anterior, claro.

Bom, creio que ficou claro que é bem aquilo que eu havia dito: os assuntos nunca se encerram, vai-se sempre adiante, soterrando os assuntos passados com dúvidas, verborrágicas -- verdadeiros entulhos -- novas, distorções etc. Enfim, todo o procedimento é pura desonestidade. E eu lamento muito que assim seja.

Certamente, essa moça tinha capacidade de fazer um grande bem, mas... resolveu escolher.

Que a Virgem Santíssima e São José nos guarde ou nos converta!

Forte abraço,
In Cordibus Iesu et Mariae,
Eduardo.

Magdalia disse...

Sandro,
vai construir uma escola...?

Posso saber se as (bastardas, defeituosas, imperfeitas, sempre segundo São Tomás) mulheres poderão ser educadas na sua escolinha sedevacantista?

Vão ensiná-las a ler, escrever e contar? Somente? Ou a fazer trabalhos manuais, costurar, cozinhar e decorar casas?

Repugnante, vc concordar com isto, que decepção!

Sandro de Pontes disse...

Teresa,

Você está um tanto quanto descontrolada. Quando se acalmar, nós voltamos a conversar. Aí até poderei lhe explicar aquilo que pergunta.

Abraços,

Sandro

Sandro de Pontes disse...

Ah, detalhe: minha escola será católica, e não sedevacantista. Lá os alunos aprenderão o catecismo de Trento e de São Pio X, aqueles que você hoje rejeita.

Sandro

Sandro de Pontes disse...

Ah, e tem alguns ensinamentos que transmitiremos aos alunos que estão de acordo com o catecismo de João Paulo II, como por exemplo a pena de morte, ensinada de Moisés a João Paulo II.

Abraços,

Sandro

Magdalia disse...

Lá está, Sandro, aqui vc pode ver: a mulher foi criada, única e exclusivamente, segundo a citação do Eduardo, para gerar.

Não nego - um raio me parta ao meio! - a sublime missão da maternidade, quero ter todos os filhos que Deus se digne conceder-me.

Mas a mulher, filha de Deus, com uma dignidade própria, não foi criada para ser máquina parideira! Somente para ajudar na geração...

Este abuso, que a "doutrina" tradicional sempre nos deu, deu origem a todas as formas de machismo, de injusta opressão, de violência doméstica... é assim tão difícil de assumir erros? Um mea culpa da tal "doutrina" tradicional já foi feita, claro só para quem aceita os papas actuais.

Vc nunca concordará com o que digo, Sandro, porque isso poria em causa todos os fundamentos do que vc tem defendido até aqui - que nada do que é actual é bom, e que tudo o que é antigo é óptimo. Isso está errado.

Ao se defender que a mulher teria de ser criada unica e exclusivamente para ajudar na geração, defendemos automaticamente que ela não precisa de estudar ou ser educada, porque para gerar não necessita de nada disso.

Custa-me a crer que haja um Eduardo no mundo. E, apesar do seu silêncio, quero crer que vc não concorda com este absurdo.

Sandro de Pontes disse...

Eduardo, salve Maria.

Como sempre seus comentários são dignos de elogios pela clareza com que são postados e pelas elucidações absolutamente indispensáveis que eles fazem.
Podemos escolher em sermos racionais e entender corretamente aquilo que a Igreja sempre ensinou, ou sermos românticos e atacarmos violentamente a Igreja, fazendo coro com os piores liberais/modernistas que a desprezam, se unindo de forma canalha aos inimigos.

Sandro

Magdalia disse...

Que necessidade existe hoje da pena de morte?

Que medo que vocês me dão...

Veja bem, Sandro, não nego o princípio que dá origem à pena de morte. A pena de morte prende-se essencialmente com a justa defesa das sociedades de um injusto agressor.

Ou seja, o que individualmente temos direito - à legítima defesa, a matar para nos defendermos - as sociedades também o têm, competindo ao estado aplicar a pena proporcional ao crime, tudo para o bem comum.

Sei disso tudo.

Mas, do mesmo modo que me deixaria matar antes de exercer a legítima defesa em meu favor, defendo que, hoje, a pena de morte já não é necessária. Tal como outrora a Inquisição foi e hoje seria uma monstruosidade.

O que objecto é o seguinte:
hoje, a pena de morte já não é necessária. Avançámos quanto à noção de dignidade humana e ao respeito ao ser humano;
já não existem estados católicos que garantam a justiça da pena;
os modernos regimes prisionais suprimem essa lacuna, invalidando a necessidade actual da pena.

Logo, pena de morte, no contexto actual, seria uma grande monstruosidade.

Não, não rejeito os catecismos, sempre e quando o assunto seja o depósito sagrado e inviolável da Fé Católica e não questões circunstanciais que vocês imortalizam como doutrina católica, mas que nada mais são do que o fruto e o resultado das vivências de uma dada época.

Que pena que sou mulher e não baixo a cabeça perante as vossas invectivas pretensamente bem fundamentadas...

Magdalia disse...

A Igreja corrigiu essas ambiguidades na doutrina, os Papas pediram perdão pelos erros dos filhos da Igreja. Mas, claro, rebater o que foi postado, tá quieto. Dizer que São Tomás e Santo Agostinho não escreveram aquilo, tá quieto... rsrs

Liberal, inimiga da Igreja, juntar-me de modo canalha aos inimigos... porque digo a verdade?

Quem não é racional é você Sandro, que se recusa a pôr a cabeça a funcionar e a tirar dos textos postados pelo Eduardo as devidas ilações a que justamente conduzem.

Sandro de Pontes disse...

Teresa,

sobre a pena de morte, o que mais me impressiona é que a Igreja ensina que ela é também uma forma de caridade para com o infrator, que diante da morte pode se arrepender. Se ele pegar prisão perpétua, vai para o inferno por não se arrepender. Daí você vê o quanto você está influenciada pelo liberalismo maçonico que tem esta vida como o bem supremo, e não a via eterna. Daí que você ser contra a pena de morte indiretamente você está tirando a chance de salvação de muitos.
Sandro

Magdalia disse...

Não estou não, precisamente porque um de meus muitos trabalhos é visitar as prisões...

Se vc lê há muito tempo o meu blog, vc saberá que o tema dos presos é-me muito caro também, precisamente porque já vi muitos converterem-se. Não por mim, que obviamente não sou nada para isso, mas por Deus através de alguém que os trate bem, com amor e respeito... estas pessoas, geralmente - não digo que seja sempre, claro que há gente má (mas os maus também não se arrependem na hora da morte, os verdadeiramente perversos não se convertem) - como dizia, a maior parte deles, com paciência e dedicação, chega sim a mudar. O que ocorre é que há pouquíssima gente que queira «sujar-se», ser «impuro» e misturar-se com os miseráveis...

Jesus Cristo devia ter sido um grande liberal rsrsrs, porque ele juntava-se com as prostitutas para as converter, com os publicanos para os converter...

No caso da adúltera, Jesus não mandou apedrejá-la até à morte - como era costume - mas dar-lhe uma nova oportunidade.

Se nós os cristãos, nos deixássemos de puritanismos e de que somos melhores do que os outros, quão bem poderíamos fazer a tanta gente... Mas somos mais puros, somos superiores, não nos podemos misturar... é mais fácil decretar a morte a alguém do que perder meses, anos, uma vida inteira a tentar converter essa pessoa...

Se eu disser ao Eduardo e a você que já - muitas vezes! - conversei com prostitutas, vocês ficariam escandalizados. Ai que horror, uma moça recatada não pode falar com essa gente... mas precisamente vc, Sandro, que deve ser tratado por muitos católicos como tendo peste só por ser sedevacantista, devia compreender melhor a dor dos outros que passam por isso também.

Não saiba a esquerda o que faz a direita. Mas, quando vos digo que conheço muita miséria, não estou nem a mentir, nem a brincar, nem a ver se convenço e muito menos a exaltar-me...

Por exemplo, ao distribuir alimentos nas ruas aos mendigos, eu fui obrigada a cruzar-me com várias prostitutas a quem todos tratavam como se fosse a lata do lixo... todos lhes davam aquela porcaria dos preservativos, como que dizendo: tu não vales nada, mas pelo menos não estragues a vida dos outros.

E lançavam aquelas pessoas ladeira abaixo da promiscuidade, sem se preocuparem se elas tinham sentimentos, se sofriam, se queriam sair daquela vida...

Nunca teve medo de me «sujar» com os impuros. Conversava com elas, nunca (nunca!) lhes aconselhei a usar aquela porcaria que lhes davam, levava-lhes catecismo, doutrina, o amor de Deus e da Santíssima Virgem.

Claro que o mundo não é cor-de-rosa e nem todas se converteram. Mas muitas - e acredite, muitas - se converteram e são hoje mulheres de bem e honestas. O mesmo com alguns - nunca todos, como é evidente - dos presos com quem trabalhei.

O que me faz concluir que, sendo eu uma miserável criatura, se houvesse mais gente a fazer o mesmo, haveria mais conversões e mais mudanças de vida.

Mas estamos sempre mais prontos a condenar do que a tentar ajudar... e isso dói-me.

Pode ser romantismo, como vc diz, mas eu acho sim que o amor verdadeiro a cada ser humano único e irrepetível aos olhos de Deus, pode transformar os corações. Já vi isso acontecer, não posso negar o que vivi.

Sandro de Pontes disse...

Teresa,

sobre esta questão das mulheres e São Tomás, o Eduardo já encontrou o trecho inteiro e postou acima. Basta você ler e entender o que está escrito, já que certamente capacidade para isso você tem.
Em minha opinião, os recortes que você fez (provavelmente copiando de sites feministas) deturpam o significado do texto.

Sandro de Pontes disse...

Uma coisa que conviria notar é que o próprio Santo Tomás reconhece noutra parte que esses argumentos tirados das ciências empíricas(biologia, astronomia etc.) PODEM MUITO BEM ESTAR ERRADOS, que são meramente ilustrativos, e o fato de descobertas futuras mostrarem que estão errados não afeta as conclusões dele, baseadas na Revelação sobrenatural e na metafísica natural, que são ambas imutáveis.
Daí você ver como você não pode ir apontando sua metralhadora giratória para São Tomás, antes de estudá-lo profundamente e de entendê-lo. E você ainda diz sentir pena de nós?

Um abraço,

Sandro

Magdalia disse...

Não estando nós em presença de estados católicos, como saberão estes estados laicos, maçónicos, quais dos criminosos são recuperáveis e quais não? E quando se condenam inocentes?

Será que é bom, deixa-nos bem com a nossa consciência, pensar que perante a morte se arrependem e convertem, mas convertem a quê? Isso era antes, em que a única Religião (ou uma das poucas) era a verdadeira. Hoje, podem converter-se a uma seita qualquer na hora da morte, consoante o país onde se encontrem. Se estiver na China, ou na Índia, convertem-se ao budismo ou ao hinduísmo. Não era mais proveitoso que os cristãos fizessem apostolado com eles, os acompanhassem durante a estadia na prisão e se esforçassem por convertê-los?

Não sei, custa-me a crer que a morte seja o único – ou o melhor – caminho.

Mas pronto, é isso, vc deve ter razão e eu sou mesmo liberal e romântica rsrs. Não consigo aceitar que mandar um ser humano para a morte seja o melhor a fazer por ele, quando ele ainda pode fazer muito bem a outros.

Já imaginou se condenassem à morte todas aquelas abortistas que hoje andam pelo mundo fora a dar o seu testemunho contra o aborto? Aquelas que praticaram abortos no passado..

Eduardo disse...

Caro Sandro, salve Maria!

Vamos às minhas citações:

"Artículo 2: ¿Es lícito matar a los pecadores?

Objeciones por las que parece que no es lícito matar a los pecadores:

1. El Señor prohibió, en la parábola de Mt 13,29-30, extirpar la cizaña, que representa a los hijos del mal, como allí se dice (v.28). Pero todo lo que Dios prohibe es pecado. Luego matar al pecador es pecado.

2. La justicia humana debe conformarse a la justicia divina. Mas, según esta divina justicia, son conservados los pecadores para que hagan penitencia, de acuerdo con aquellas palabras de Dios que consigna Ez 18,23: No quiero la muerte del pecador, sino que se convierta y viva. Luego parece que es absolutamente injusto matar a los pecadores.

3. Lo que es malo en sí no puede en modo alguno hacerse con buen fin, como manifiestan Agustín en el libro Contra mendacium, y el Filósofo en III Ethic. Pero matar al hombre es en sí malo, puesto que hemos de tener caridad con todos los hombres, y queremos que los amigos existan y vivan, como se dice en IX Ethic. Luego en ningún caso es lícito matar al hombre pecador.

Contra esto: está Ex 22,18, que dice: No permitirás que vivan los hechiceros; y en Sal 100,8: De madrugada matad a todos los pecadores del país.

Respondo: Según se ha expuesto (a.1), es lícito matar a los animales brutos en cuanto se ordenan de modo natural al uso de los hombres, como lo imperfecto se ordena a lo perfecto. Pues toda parte se ordena al todo como lo imperfecto a lo perfecto, y por ello cada parte existe naturalmente para el todo. Y por esto vemos que, si fuera necesaria para la salud de todo el cuerpo humano la amputación de algún miembro, por ejemplo, si está podrido y puede inficionar a los demás, tal amputación sería laudable y saludable. Pues bien: cada persona singular se compara a toda la comunidad como la parte al todo; y, por tanto, si un hombre es peligroso a la sociedad y la corrompe por algún pecado, laudable y saludablemente se le quita la vida para la conservación del bien común; pues, como afirma 1 Cor 5,6, un poco de levadura corrompe a toda la masa.

Eduardo disse...

A las objeciones:

1. El Señor mandó que se abstuvieran de arrancar la cizaña por evitar que se arrancara el trigo, esto es, los buenos, lo que ocurre cuando no puede matarse a los malos sin que al mismo tiempo sean muertos también los buenos, ya porque estén ocultos entre éstos, ya porque tengan muchos secuaces, de modo que no puedan ser suprimidos sin peligro para los buenos, como observa Agustín en Contra Parmen. Por eso el Señor enseña que vale más dejar vivir a los malos y reservar la venganza hasta el juicio final, que hacer perecer al mismo tiempo a los buenos. Pero cuando la muerte de los malos no entraña un peligro para los buenos, sino más bien seguridad y protección, se puede lícitamente quitar la vida a aquéllos.

2. Dios, según el orden de su sabiduría, arrebata, algunas veces inmediatamente, la vida de los pecadores para liberar a los buenos; pero otras veces les concede tiempo de arrepentirse, si prevé que es conveniente para sus elegidos. También en esto le imita la justicia humana según su posibilidad, pues hace morir a los que son funestos para los demás, pero reserva a los que pecan sin perjudicar gravemente a otros, para que hagan penitencia.

3. El hombre, al pecar, se separa del orden de la razón, y por ello decae en su dignidad, es decir, en cuanto que el hombre es naturalmente libre y existente por sí mismo; y húndese, en cierto modo, en la esclavitud de las bestias, de modo que puede disponerse de él en cuanto es útil a los demás, según aquello del Sal 42,21: El hombre, cuando se alzaba en su esplendor, no lo entendió; se ha hecho comparable a las bestias insensatas y es semejante a ellas; y en Prov 11,29 se dice: El que es necio servirá al sabio. Por consiguiente, aunque matar al hombre que conserva su dignidad sea en sí malo, sin embargo, matar al hombre pecador puede ser bueno, como matar una bestia, pues peor es el hombre malo que una bestia y causa más daño, según afirma el Filósofo en I Polit. y en VIII Ethic.
"

* * *

Eduardo disse...

"III Parte: Dos Mandamentos

CAPÍTULO SEXTO

Do Quinto Mandamento

'Não matarás'

[1]
Singular ventura está prometida aos pacíficos, 'porquanto serão chamados filhos de Deus'. Esta consideração deve, forçosamente, levar os pastores a explicarem aos fiéis a doutrina deste mandamento com todo o carinho e exatidão.

Com efeito, para apaziguar os ânimos dos homens, não há melhor alvitre, do que a exata observância deste Preceito, como é de obrigação para todos, desde que receberam uma boa explicação de seus dispositivos. Só então é de esperar que os homens, congraçados na mais perfeita igualdade de sentimentos, cultivem ciosamente a paz e a concórdia.

O quanto se torna necessária uma boa explicação deste Preceito, nós o percebemos pelo fato de que, após o imenso Dilúvio Universal, a primeira e a única proibição, que Deus impôs aos homens, fois esta: 'O sangue de vossa vida, Eu o vingarei da mão de todos os animais, e da mão do [próprio] homem'.

E também no Evangelho, quando Nosso Senhor explicara pela primeira vez as leis da Antiga Aliança, começou por este Mandamento, como está escrito em São Mateus: 'Foi dito: Não matarás' -- e o mais que do assunto se diz naquela mesma passagem.

Os fiéis devem, por sua vez, ouvir com atenção e prazer a explicação deste Preceito. Em sua eficácia, serve para defender a vida de quem quer que seja, porquanto as palavras ' Não matarás' proíbem o homicídio de maneira categórica.

Por isso, todos os homens devem aceitá-lo com tanta alegria de coração, como se Deus, sob ameaça de Sua cólera e de outra penas gravíssimas, tivera proibido nominalmente que algúem fosse ferido. Logo, se nos é grato ouvir falar deste Preceito, grata nos deve ser também as advertências contra os pecados que ela proíbe.

Eduardo disse...

[2] Aos explicar as obrigaçãoes deste Preceito, mostrou Nosso Senho que nele se continham duas modalidades. A primeira, o que nos é proibido: Não matar. A segunda, o que nos é ordenado: Tratar os inimigos com cordial amizade, ter paz com todos os homens, levar com paciência todos os sofrimentos.

[3] Qaunto à proibição de matar, devemos primeiro explicar quais espécies de morte não são proibidas por este Mandamento. Não é, pois, proibido matar o animais. Se Deus permitiu aos homens que se alimentassem deles, também permitiu que os matassem.

Sobre este particular, diz Santo Agostinho: 'Qauando ouvimos dizer: "Não matarás", não entendemos que isto se refira às plantas, porque elas não têm nenhuma sensação; nem aos brutos irracionais, porque não se ligam a nós por nenhuma relação de sociedade".

[4] Outra espécie de morte lícia é a que compete às autoridades. Foi-lhes dado o poder de condenar à morte, pelo que punem os criminosos e defendem os inocentes, de acordo com a sentença legalmente lavrada. Quando exercem seu cargo com espírito de justiça, não se tornam culpados de homicídio; pelo contrário, são fiéis executores da Lei Divina, que proibe matar.

Se o fim da Lei é garantir a vida e segurança dos homens, as sentenças [capitais] dos amgistrados obedecem à mesma finalidade, enquanto eles são os legítimos vingadores dos crimes, reprimindo a audácia e a violência mediante a pena de morte. Por essa razão dizia Davi: 'Desde o romper do dia, exterminava eu todos os pecadores da terra, a fim de suprimir da cidade de Deus todos os que praticam iniqüidade'.

[5] Da mesma forma, não pecam aqueles que, em guerra justa, tiram a vida dos inimigos, não por cobiça ou crueldade, mas unicamente por amor da causa comum de seu povo.

Aqui pertencem também as mortes que se fazem por ordem expressa de Deus. Assim é que os filhos de Levi não pecaram, quando num só dia mataram tantos milhares de homens. Feita a matança, disse-lhe Moisés: 'Hoje consagrastes ao Senhor vossas mãos'.

Eduardo disse...

[6] Não infringe tampouco este Preceito quem mata um homem, sem querer nem refletir, por mera casualidade. Sobre tal emergência, escreve o Livro do Deuteronômio: 'Quem ferir seu próximo sem querer, não se provando que tivesse ódio contra ele, nem ontem, nem anteontem; mas que indo com ele simplesmente à floresta para cortar lenha, e, no derrubar a madeira, o machado lhe escapu da mão, e o ferro, saindo do cabo, feriu e matou seu amigo...'

Como ocorrem sem nenhuma intenção ou premeditação, tais homicídios não entram, de modo algum, na categoria de pecados. Comprova-o a opinião de Santo Agostinho: 'Longe de nós, diz ele, que nos atribuam como pecado a ação boa e honesta por nós praticada, que ensejou algum mal, contra a nossa intenção'.

[7] No homicídio acidental, pode haver pecado, por dois motivos. Primeiro, quando uma pessoa mata outra, ao praticar alguma ação injusta. Por exemplo, alguém dá um soco ou pontapé numa mulher grávida, sobrevindo por isso o aborto. Tal acontece, é verdade, contra a intenção do agressor, mas este não deixa de ter sua culpa porque de modo algum lhe seria lícito agredir uma mulher grávida.

Segundo, quando alguém mata outro, por descuido e negligência, por não ter tomado todas as precauções necessárias.

[8] Pela razão alegada, é de toda evidência que não transgride este Preceito, quem mata outra pessoa, em defesa de sua própria vida, se tiver usado todas as precauções necessárias.

Estas espécies de homicídios, que acabamaos de enumerar, não estão incluídas na proibição deste Mandamento. Com exceção delas, toas as mais são proibidas, quer se tenha em vista o assassino, quer a vítima, quer a maneira de matar.

[9] Quanto ao autor de um homicídio, não se faz exceção de ninguém, nem de ricos, nem de poderosos, nem de patrões, nem de pais. Atodos é proibido matar, sem nenhuma seleção ou distinção de pessoa.

[10] Quanto à vítima de um homicídio, este Preceito abrange todos os homens. Não há pessoa, por mais humilde e desprezível, que não seja protegida pela força deste Preceito.

A ninguém, tampouco, é permitido suicidar-se, porque ninguém dipõe assim de sua vida, que possa a seu talante procurar a morte de própria mão. Por isso, o Preceito não tem por teor as palavras: 'Não mates a outrem', mas diz simplesmente: 'Não mates'.

[11] Se atentarmos, porém, os vários modos de praticar homicídio, vemos que não há exceção para ninguém. Não só se proibe tirar a vida do próximo, com as mãos, com ferro, pedra, cacete, corda, veneno; mas é também absolutamente ilícito dar ocasião a um homicídio, por meio de conselho, dinheiro, cooperação pessoal, ou de qualquer maneira que seja.

Inquailificável era, neste ponto, a obtusão moral dos judeus, que julgavam respeitar este Mandamento, contanto que se abstivessesm de matar com suas próprias mãos.

O cristão, porém, pela doutrina de Cristo conhece o sentido espiritual da Lei, que de nós exige não só mãos puras, mas também um coração casto e ilibado. Ele não pode, de modo algum, contentar-se com o que os judeus julgavam cumprir com bastante perfeição.

Pois a ninguém é licíto nem sequer irar-se contra o próximo, como ensina o Evangelho, porquanto Nosso Senhor declarou: 'Eu, porém, vos digo: Todo aquele que se enraivecer contra seu irmão, será réu perante o juízo. Quem chamar seu irmão de "raca", será réu diante do conselho. Quem chamar seu irmão de "louco", será réu do fogo do inferno'.

Eduardo disse...

[12] Dessas palavras se deduz, com evidência, que não está livre de pecado quem se zanga com seu irmão, ainda que reprima a cólera dentro de si mesmo. Todavia, muito mais grave é a falta de quem não receia tratar durante seu irmão e dirigir-lhe palavras injuriosas.

Este pecado, porém só se verifica, quando não há o que possa justificar nossa indignação. Perante Deus e Suas Leis, temos razão de alterar-nos, todas as vezes que corrigimos nossos subordinados, por causa de suas faltas.

A cólera do cristão não deve proceder dos sentidos carnais, mas da ação do Espírito Santo, já que nos compete a dignidade de 'templos do Espírito Santo', nos quais habita Jesus Crist.

[13] Nosso Senhor nos deus ainda muitos outros ensinamentos, que se referem à perfeita observância deste Preceito. Dessa natureza é a passagem seguinte: 'Não arrostes a quem é mau. Antes, se alguém te bater na face direita, apresenta-lhe também a outra. E a quem quiser pleitear contigo em juízo e tirar-te a túnica, larga-lhe também a tua capa. Se alguém te forçar a correr uma milha, vai com ele duas milhas'.

Da citação feita, podemos inferir quanto os homens propendem aos pecados que se proíbem neste Mandamento, e como são numerosos os que cometem o crime de homicídio, senão de fato, ao menos pelo desejo de coração.

[14] Ora, como a Sagrada Escritura oferece remédios para essa doença tão perigosa, é dever do pároco ensiná-los aos fiéis com toda a exatidão.

O principal é que se reconheça quão atroz é o pecado de homicídio. Isto se pode ver em muitos e graves testemunhos da Sagrada Escritura. Segundo os sagrados textos, Deus aborrece a tal ponto o homicídio, que promete castigar até os animais pela morte dos homens, e manda matar o animal que tenha ferido algum homem. Quando exigiu do homem tivesse horror em alimentar-se de sangue, não era por outro motivo, senão para que aquele arredasse, a todo o transe, as mãos e o coração do abominável crime do homicídio.

[15] São os homicídas os mais encarniçados inimigos do gênero humano, diremos até de toda a natureza. Fazem quanto podem para destruir toda a obra de Deus, matando um homem, por cujo amor Deus declarou ter criado tudo o que existe.

Ainda mais. Como no Gênesis é proibido matar um homem, porque Deus o criou à Sua imagem e semelhança, grave ofensa faz a Deus, e parece quase que Lhe põe mãos violentas quem tira do mundo uma Sua imagem.

Isto é que Davi considerava por divina inspiração, quando se queixou amargamente dos sangüinários, e proferiu aquelas palavras: 'Seus pés são velozes para derramar sangue'. Não diz simplesmente 'matar', mas 'derramar' sangue. Tais palavras falou, para salientar a enormidade do nefando crime e a bárbara crueza dos que matam. E disse 'seus pés são velozes', para mostrar, antes de tudo, como eles, impelidos pelo demônio, se precipitam em cometer tal crime.

[16] O que Cristo Nosso Senhor manda observar neste Preceito tem por fim promover nossa paz com todos os homens. Ele mesmo disse, na explicação deste Preceito: 'Se ao lavares tua oferta te ocorrer que teu irmão tem alguma queixa contra ti, deixa tua oferenda diante do altar, e vai primeiro reconciliar-le com teu irmão, e depois virás oferecer o teu sacrifício'. E veja-se o mais que diz a mesma passagem.

Na explicação destas palavras, precisa o pároco ensinar que nossa caridade deve abranger todos os homens, sem exceção alguma, Quando, pois, explicar este Preceito, o pároco fará o que estiver ao seu alcance, para concitar os fiéis à prática dessa caridade, porque nela resplandece, sobremaneira, a virtude do amor ao próximo.

Sendo o ódio expressamente proibido por este Preceito, porque 'é homicida aquela que odeia a seu irmão', segue-se necessariamente que isso também inclui o preceito do amor e da caridade.

Eduardo disse...

[17] Mas, ordenando o amor e a caridade, este Preceito impõe também todos os deveres e traças, que costumam nascer da caridade.

'A caridade é paciente', diz São Paulo. Logo, aqui há para nós o preceito da paciência, pela qual havemos de possuir nossas almas, conforme ensina o Nosso Salvador.

Depois, uma companheira inseparável da caridade é a beneficência, porque a 'caridade é benigna'. Ora, a virtude da benignidade e da beneficência é de ampla atuação. Seu fito principal consiste, para nós, em dar de comer aos que têm fome, de beber aos que têm sede, de vestir aos que estão nus; em usar de maior largueza a generosidade, na medida que alguém mais precisar de nossa assitência.

[18] Estes serviçoes de caridade e bondade, nobres por natureza, tornam-se muito mais grandiosos, quando são prestados aos inimigos. Pois Nosso Salvador declarou: 'Amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam'. O mesmo conselho dá o Apóstolo: 'Se teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer. Se tiver sede, dá-lhe de beber. Fazendo assim, amontoarás brasas vivas sobre a cabeça dele. Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal pelo bem'.

Enfim, se considerarmos o preceito da caridade, enquanto esta é benigna, reconheceremos que ela nos obriga a praticar tudo o que se refira à mansidão, à brandura,e a outras virtudes semelhantes.

[19] Um dever que, de muito, supera todos os mais, abrangendo em si toda a plenitude da caridade, e ao qual nos cumpre aplicar nosso maior esforço, consiste em esquecermos e perdoarmos, de bom coração, todas as injúrias recebidas.

Para o conseguirmos na realidade, as Sagradas Escrituras, como já foi dito, nos exortam e aconselham muitas vezes, não só chamando bem-aventurados os que perdoam sinceramente, mas também afirmando que eles já alcançaram de Deus o perdão de seus pecados; e que não alcançam perdão os que deixam de perdoar de fato, ou não querem fazê-lo de maneira alguma.

Ora, estando quase arraigado no coração dos homens o instinto de vingança, faça o párofo todo o possível, não só para ensinar que o cristão deve perdoar e esquecer as injúrias, como também por deixar os fiéis plenamente persuadidos de tal obrigação. Desse pontofalam muito os escritores eclesiásticos. Deve o pároco consultá-los, a fim de poder quebrar a pertinácia daqueles que se obstinaram e emperdeniram no desejo de vingança. Tenham sempre à mão aqueles fortíssimos e oportuníssimos argumentos que os Santos Padres usavam com religiosa convicção, quando tratavam da presente matéria.

[20] Para esse fim, são três as principais razões que o pároco deve desenvolver. A primeira é conseguir de quem se julga ofendido a firme persuasão de que a primeira causa de seu dano ou ofensa não é a pessoa, da qual deseja vingar-se.

Assim procedeu Jó, aquele varão admirável que, sendo gravemente lesado pelos Sabeus, Caldeus, e pelo próprio demônio, não lhes atribuiu nenhuma responsabilidade; mas, como homem justo e sobremaneira piedoso, proferiu as acertadas palavras: 'O Senhor o deu, o Senhor o tirou'. Pela palavra e pelo exemplo desse varão pacientíssimo, tenham os cristão, como absoluta verdade, que tudo quanto sofremos nesta vida vem de Nosso Senho, Pai e Autor de toda a justiça e misericórdia.

Eduardo disse...

[25] Além destas alegações, que ensejam motivos para a detestação de tal pecado, encontram-se nos testemunhos da Sagrada Escritura outros remédios também, por sinal que eficacíssimos.

O primeiro e o maior de todos os remédios é o exemplo de Nosso Salvador, e devemos tê-lo diante dos olhos para nossa imitação. Ele, em cuja Pessoa não podia recair a mínima suspeita de pecado, depois de ser flagelado, coroado de espinhos, e finalmente crucificado, teve aquela palavra repassada de amor: 'Pai, perdoai-lhes, pois eles não sabem o que fazem'. E Seu Sangue derramado, como atesta o Apóstolo, 'fala mais vigorosamente do que o sangue de Abel'.

O segundo remédio nos é proprosto pelo Eclesiástico: a recordação da morte e do dia do juízo. 'Lembra-te dos teus novíssimos, diz Ele, e para sempre deixarás de pecar'.

O sentido destas palavras é como se dissesse: Lembra-te, muitas e muitas vezes, que em breve terás de morrer. Naquele instante, ser-te-á sumamente desejável e absolutamente necessário alcançar a infinita misericórdia de Deus. Por isso, é indispensável que desde já a tenhas continuamente diante de teus olhos. Desta forma, há de extinguir-se em ti aquele medonho desejo de vingança, pois não acharás meio mais próprio e mais eficaz para conseguir a misericórdia de Deus, do que o perdoares as injúrias e amares aqueles que te ofenderam, a ti ou aos teus, por atos ou palavras.
"

* * *

Eduardo disse...

[21] Em sua bondade, Ele não nos castiga, como se fôssemos Seus inimigos; pelo contrário, como a filhos é que nos educa e corrige.

Se bem atendermos, os homens nestas coisas não deixam de ser realmente ministros e como que instrumentos de Deus. Pode o homem nutrir profundo ódio contra seu semelhante, e desejar sua ruína total, mas não poderá absolutamente fazer-lhe mal algum, sem a permissão de Deus. Compenetrado desta verdade, aturou José, com paciência, as ímpias maquinações de seus irmãos, e Davi os doestos que lhe dirigia Semei.

Aqui vem a propósito um pensamento que São João Crisóstomo desenvolveu, com grande insistência e igual erudição: Ninguém pode ser lesado senão por si próprio. Pois os que se julgam mal tratados por outrem, quando examinarem a coisa com isenção de espírito, hão de descobrir que de outros não receberam nenhuma ofensa ou dano. Com serem injuriados por agentes exteriores, são eles que causam a si mesmos o maior dano, se por isso maculam o próprio coração com o pecado do ódio, da vingança e da inveja.

[22] A segunda razão está em duas imensas vantagens, reservadas aos que, por filial amor a Deus, perdoam as ofensas de bom coração.

A primeira vantagem é que Deus promete perdão dos próprios pecados a quem perdoa as ofensas de seus semelhantes. De tal promessa transparece o quanto Deus se compraz nesse ato de caridade.

A segunda vantagem é que assim conseguimos certa nobreza e perfeição da alma. Pois o perdão das injúrias nos torna, de certo modo, semelhante a Deus, 'que faz nascer o Seu sol sobre bons e maus, e faz chover sobre justos e injustos'.

[23] A terceira razão para ser explicada, está nos castigos que havemos de incorrer, se não quisermos perdoas as injúrias que nos forem feitas.

Às Pessoas obstinadas em negar perdão aos inimigos, ponha-lhes o pároco diante dos olhos não só que o ódio é grave pecado, mas também que se incrusta cada vez mais na alma, quanto mais se prolongar a sua duração. Pois, quando tal sentimento de ódio se apoderou da alma, a pessoa fica sequiosa do sangue de seu inimigo, nutre plena esperança de poder vingar-se, vive dia e noite numa funesta agitação que a persegue continuamente.

Assim parece que não abandona um instante sequer a idéia de homicídio ou de outra proeza nefasta. Acontece, pois, que tal pessoa nunca, ou só com muita dificuldade, se decide a perdoar plenamente, ou pelo menos em parte, as ofensas recebidas. Seu estado de alma, com razão, se compara ao de uma ferida em que o dardo permanece cravado.

[24] Muitos são os males e pecados que, por certa conexão, se ligam necessariamente a este pecado único de ódio. Por isso, foi nesse sentido que dizia São João: 'Quem odeia seu irmão está em trevas, e anda nas trevas, e não sabe para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos'. Logo, é fatal que caia muitas vezes.

Do contrário, como poderia alguém fazer justiça às palavras e ações de uma pessoa, se nutre ódio contra ela? Daí nascem, portanto, os juízos temerários e injustos, as iras, as invejas, as detrações, e outros pecados semelhantes, que costumam envolver também as pessoas que a ela se ligam por parentesco e amizade.

Deste modo acontece, muitas vezes, que de um só pecado nascem muitos outros. E não é sem cabimento que este pecado se chama 'pecado do demônio', porque o demônio foi 'homicida desde o início'. Por esta razão é que o Filho de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, quando os fariseus queriam dar-lhe a morte, delcarou que eles tinha por 'pai o demônio'.

Eduardo disse...

"II Parte: Dos Sacramentos

CAPÍTULO SEGUNDO

Dos Sacramento do Batismo


(...)

[45] Apesar da absoluta certeza de serem perdoadas pelo Batismo as penas dos pecados, ninguém fica livre das penalidades do foro cível, que tenha porventura incorrido, em conseqüência de algum delito grave. Quem for réu de morte, não escapa pelo Batismo à pena capital prevista pela legislação civil. Sem embargo, digna seria dos maiores encômios a religiosa clemência, com que os chefes da nação perdoassem aos culpados também esta pena [temporal], para exaltarem a glória de Deus em Seus Sacramentos.

(...)"

* * *

Eduardo disse...

Sem dúvida, se Pio XII tivesse querido pronunciar-se ex professo de maneira doutrinal, por exemplo numa encíclica, sobre a moralidade in se da tortura em todas as suas espécies, teria sido necessária uma definição explícita da tortura que caísse na condenação e uma precisão sobre a natureza exata do “direito natural” por ela lesado.

Esse direito natural, a meu parecer, só pode ser o de não ser privado pela força do domínio moral sobre seus atos, o qual é chamado de liberdade de coerção (“libertas a coactione”). E, presumindo que isso seja exato, constatamos que a tortura permitida à Santa Inquisição era precisamente circunscrita, de sorte a não lesar esse direito nem mesmo ter a aparência de o lesar.

Mas o objetivo de Pio XII não era o de acrescentar um tratado de tortura aos catecismos da fé, mas muito simplesmente dar alguns conselhos ou diretrizes para a implementação de um sistema uniforme de direito internacional (sancionado por tratado). Ele julga desejável que um tal sistema de direito condene a tortura. Esta, ele não a define, pois toda a sua audiência compreenderá bem a quais práticas recentes ou atuais, e de que país, ele faz alusão. Falar de uma exceção puramente histórica, sem atualidade, sem perigo de restabelecimento, pertencente a um contexto puramente eclesiástico, teria posto gratuitamente em perigo a eficácia prática dessa intervenção que se quer soberanamente prática.

Pois nenhum país do século XX quereria reivindicar para si o direito de torturar os acusados sob as condições que a Inquisição observava. E ninguém jamais conceberia ter confiança em quem quer que seja para respeitar um tal sistema fora do caso especial da Igreja, que confiou a sua Inquisição aos filhos de São Domingos.

A conduta da Igreja durante muitos séculos, bem como as intervenções dos Sumos Pontífices sobre o tema durante a época em questão, testemunham claramente a atitude da Igreja, que não pode se enganar em sua conduta nem em suas tolerâncias, assim como em seu ensinamento direto. É a contradição que é imaginária.

Eis aí, refutada, mais uma pretensa autocontradição da autoridade doutrinal estabelecida por Jesus Cristo.
Magna est veritas et praevalebit."

* * *

Eduardo disse...

"(b) Sobre a tortura

A tortura. Aqui, temos três textos a reconciliar. O Papa Inocêncio IV, em 1252, e outros papas da Idade Média concederam aos inquisidores o direito de empregar a tortura. Contudo, em 1953, num discurso a um congresso de direito penal, Pio XII declarou que “A instrução judiciária deve excluir a tortura física e psíquica e a narco-análise, antes de tudo porque lesam um direito natural mesmo se o acusado é realmente culpado, e além disso porque com demasiada frequência dão resultados errôneos.”

Ainda que esse documento não tivesse grande valor magisterial, ocorre que – ainda bem! – o Papa invoca a célebre resposta do Papa Nicolau o Grande aos búlgaros, a qual tem estatuto bem sólido e repreende rispidamente os búlgaros, por, face a um acusado de roubo, “espancar-lhe a cabeça e furar-lhe os lados com pontas de ferro até que diga a verdade”. Esse tratamento, diz o Papa, “nem a lei divina nem a lei humana admitem”.

E agora, quem tem razão?

Convém abrir um livro sério de teologia moral e estudar um pouco o pensamento da Igreja sobre a tortura. Quem escolher Santo Afonso (Theologia Moralis, livro V, [art. III] nn. 202-5 – é o livro de teologia moral mais aprovado) aprenderá que a tortura é intrinsecamente ilícita salvo em certas condições extremamente limitadas:

1. A culpabilidade deve já ter sido estabelecida com certeza moral;

2. O sofrimento aplicado não deve ser insuportável a ponto de fazer até mesmo um inocente se acusar;

3. Numerosas categorias de pessoas estavam isentas de toda a tortura;

4. Toda a confissão assim obtida era inutilizável a menos que fosse livremente confirmada, sem tortura, no dia seguinte;

5. Se a tortura não obtivesse resultado, não se poderia recorrer a ela novamente.

Aí estão as condições de trabalho da Inquisição. Encontram-se expostas de modo similar no célebre Malleus Maleficarum. Ora, visivelmente, aquilo que Nicolau I condena não se assemelha a isso em nada. E a leitura do contexto das palavras de Pio XII confirma que tampouco ele falava de um tal uso da tortura. “Não é raro que elas cheguem exatamente às confissões almejadas e à condenação do acusado, não por ser ele culpado de fato, mas por sua energia física e psíquica estar esgotada…” A regra que Pio XII deseja ver imposta é a de Nicolau I. Ele não fala de maneira alguma de um emprego da tortura tão limitado e condicionado, a ponto de ela não ser contrária à lei moral, e no qual ninguém mais pensa.

Eduardo disse...

"Templários

(...)

Os erros insinuados entre os Templários, ao que parece, penetraram por duas fontes.

A primeira fonte teria sido de natureza maometana. Em contato com os infiéis, especialmente com membros da seita dos Assassinos, os Templários teriam aceito certas doutrinas iniciáticas gnósticas.

A segunda fonte de penetração teria sido causada pela própria Inquisição. O Grande Inquisidor, Bernard Guy, recomendara em seu Manual do Inquisidor que não se condenassem os cátaros -- gnósticos do Languedoc -- à morte, e sim a longas penas de prisão. Essa recomendação era feita porque o Grande Inquisidor notara que os cátaros temiam mais o tempo do que a morte, e que, condenados a longas penas de cárcere, os cátaros tendiam a se converter. Depois de convertidos, o grande inquisidor recomendava que os hereges arrependidos fossem colocados na Ordem do Templo.

Ora, é claro que os cátaros souberam dessas instruções e, depois de condenados a penas longas de prisão, eles pediam perdão e reintegração na Igreja. Eram então encaminhados, por penitência, para servir na Ordem do Templo.

Como resultado, a Ordem do Templo logo ficou recheada de antigos hereges, pseudo convertidos, que contaminaram parte da ordem com seus erros gnósticos.

Disso se aproveitou o Rei Felipe IV, o Belo, para se apoderar dos bens da Ordem, acusando-a de ter se corrompido. Ele encarcerou os Superiores dos Templários, e, depois de um processo iníquo, os fez queimar vivos, pois obtivera deles confissões sob tortura, que eram consideradas nulas pelas leis da Igreja e da Inquisição: confissão sob tortura era tida como nula, pois sob a dor a pessoa confessaria qualquer coisa.


(...)"

* * *

Eduardo disse...

Então, meu caro Sandro, sobre Inquisição, pena de morte etc., penso que, para quem sabe ler, está tudo muito claro neste material que colei aí em cima.

Ora, até pela tradução do Felipe, percebemos -- por puro bom senso -- que a intenção da igreja, inclusive na inquisição, sempre foi dupla (apesar dos fins serem subordinados), a saber, salvar a alma e mesmo esta vida terrestre dos pecadores.

Assim, por exemplo, se uma pessoa estava tomada de orgulho e não queria voltar atrás em seu pecado de heresia, quando se tinha certeza moral da culpa da tal pessoa, torturava-a... para ajudá-la a confessar. E não nos esqueçamos que tal confissão não tinha valor judicial, hein! Então, faziam-na confessar torturando-a. Uma vez confessado o crime, o que a impedia de confessar sacramentalmente? Deste modo, salvava-se não somente a alma, mas também a vida dela!

Enfim, a Igreja sempre se guia pela caridade. Basta saber entendê-lA! Logo, certamente que a pena de morte tem o seu cabimento, sim, e em todos os tempos, mas está tudo lá em cima, é só ler de boa vontade.

Que a Virgem Santíssima nos socorra!

Forte abraço,
In Cordibus Iesu et Mariae,
Eduardo.

Eduardo disse...

A las objeciones:

1. Algunos dicen que el cuerpo de la mujer fue formado por multiplicación de la materia sin adición, de modo semejante a como el Señor multiplicó los cinco panes. Pero es imposible, ya que tal multiplicación o se da por transmutación de la sustancia de la materia o de sus dimensiones. Lo primero no es posible, bien porque la materia en cuanto tal es completamente intransmutable, porque sólo existe en potencia y está únicamente referida al sujeto; bien porque la multitud y la magnitud no son esenciales a la misma materia. Por eso, la multiplicación de la materia no puede entenderse permaneciendo la misma materia sin adición, a no ser que adquiera mayores dimensiones. En esto consiste el enrarecimiento, es decir, en que la materia adquiera dimensiones mayores, como dice el Filósofo en IV Physic. Por lo mismo, decir que la materia se multiplica sin evaporización es poner dos cosas contradictorias, es decir, la definición sin lo definido.
Por eso, al no haber enrarecimiento en tales multiplicaciones, es preciso hablar de adición de materia, sea por creación o, más probablemente, por conversión. Por eso, Agustín en Super loan. dice: Cristo alimentó con cinco panes a cinco mil hombres del mismo modo que de pocos granos brota una multitud de espigas. Esto se hace por conversión del alimento. Sin embargo, se dice que alimentó a la multitud con cinco panes o que formó a la mujer de una costilla, porque la adición se hizo sobre una materia preexistente de costilla o de pan.

2. La costilla pertenecía a la perfección de Adán, no en cuanto individuo, sino como principio de la especie; así como el semen pertenece a la perfección del sujeto que engendra, y se echa en una operación natural que va a compañada de placer. Por lo tanto, mucho más con el poder divino pudo formarse de la costilla del varón el cuerpo de la mujer sin dolor.

3. La respuesta está incluida en lo expuesto.
"??

Somente um louco poderia dizer aquilo que ela pretendeu por na pena do Doutor Comum e, como seqüência lógica, isso que está aí em cima!

Creio que não preciso dizer mais nada.

Que a Virgem Santíssima e São José nos guardem ou convertam!

Forte abraço,
In Cordibus Iesu et Mariae,
Eduardo.

Eduardo disse...

Caro Sandro, salve Maria!

Uma outra coisinha:

A Srta. Moreno não somente recortou o texto de Santo Tomás sobre as mulheres, mas o deturpou acrescentando coisas que o Santo não diz!

Leia, Sandro, o que ela lhe trouxe e o que eu havia colado à tarde. Você verá que são textos com alguma similaridade, mas como muita, muita, diferença.

Aliás, como conjugar aquilo que ela citou com isto:

"Artículo 3: La mujer, ¿debió o no debió ser formada a partir de la costilla del hombre?

Objeciones por las que parece que la mujer no debió ser hecha a partir de la costilla del hombre:

1. La costilla del varón era mucho más pequeña que el cuerpo de la mujer. Pero de lo pequeño no puede hacerse lo más grande, a no ser añadiendo algo. De haber sido así, diríamos que fue formada de lo añadido más que de la costilla; o por enrarecimiento, porque, como dice Agustín en Super Gen. ad litt., no es posible que un cuerpo crezca a no ser enrareciéndose. Pero el cuerpo de la mujer no es menos denso que el del hombre, al menos en la proporción de la costilla al cuerpo de Eva. Por lo tanto, Eva no fue formada a partir de la costilla de Adán.

2. En las obras creadas al principio no hubo nada banal. La costilla de Adán era necesaria para la perfección de su cuerpo. Por lo tanto, quitándosela, quedó imperfecto. Esto es inadmisible.

3. La costilla no puede arrancarse del hombre sin dolor. Pero antes del pecado no hubo dolor. Por lo tanto, no debió arrancarse al varón la costilla para formar la mujer.

Contra esto: está lo que se dice en Gén 2,22: Y de la costilla que Dios tomó a Adán formó la mujer.

Respondo: Fue conveniente que la mujer fuera formada de la costilla del varón. Primero, para dar a entender que entre ambos debe haber una unión social. Pues la mujer no debe dominar al varón (1 Tim 2,12); por lo cual no fue formada de la cabeza. Tampoco debe el varón despreciarla como si le estuviera sometida servilmente; por eso no fue formada de los pies. En segundo lugar, por razón sacramental. Pues del costado de Cristo muerto en la cruz brotaron los sacramentos, esto es, la sangre y el agua, por los que la Iglesia fue instituida.

Eduardo disse...

Sandro caríssimo, salve Maria!

Já ia esquecendo de algo:

Será que obeteremos um parecer sobre a crítica à Spe Salvi, do Pe. de la Rocque, FSSPX?

E os outros assuntos:

- escravidão;

- amor romântico;

- FSSPX ensinar que sedevacantistas são cismáticos;

- quem tem direito a fazer apologética;

- o papel das mulheres, seus direitos, Sta. Joana d'Arc e a Lei Sálica, o sermão de D. Tomás de Aquino etc.;

- a recomendação que D. Lefebvre fazia do Catecismo de Trento;

- toda a heterodoxia da Igreja Conciliar, que tem como seu maior expoente o Papa (Summorum Pontificum, TODAS as suas Encíclicas, o levantamento das "excomunhões", as visitas às sinagogas, mesquitas e igrejolas protestantes ou ortodoxas, a hermenêutica da continuidade, o encontro de Nápoles de 2007, a tal reforma da reforma da missa paulina [na verdade, síntese entre o catolicismo e o modernismo], a liberdade religiosa e muitos etcéteras!).

Eu gostaria que os temas não fossem apenas deixados para trás em franca fuga para a frente!

Com ternura, sou obrigado a dizer: que se tenha coragem de se assumir conciliar em vez de ficar nesse pseudotradicionalismo.

Na verdade, o meu desejo mais sincero é que a Srta. Moreno assuma que pegou o atalho errado, mas quer se emendar.

Que Deus a ajude!

Que a Virgem Santíssima nos conceda todas as graças de que precisamos!

Forte abraço,
In Cordibus Iesu et Mariae,
Eduardo.

Magdalia disse...

Sandro,
de muito bom grado responderia a essas perguntas que supostamente ficaram em aberto, se o debate fosse com vc ou com o Felipe.

"Na verdade, o meu desejo mais sincero é que a Srta. Moreno assuma que pegou o atalho errado, mas quer se emendar."

Talvez emendasse, caso não estivesse a descobrir que sim o Vaticano II mudou coisas importantes. Fez muita (mas mesmo muita) coisa mal que tem de ser corrigida e mesmo eliminada, anulada; mas outras (poucas) coisas precisavam mudar.

Que Deus me perdoe, mas cada vez que leio o Eduardo, passo a gostar mais do Vaticano II... que eu detestava...

Então a tortura - essa coisa nojenta - era aceite em certos casos?

Vc não sabe, Sandro, mas no meu blog, o Eduardo já disse - pena que eu apaguei - que a mulher é moralmente mais fraca que o homem (negue lá que disse isto?), já disse que as mulheres só podem estudar se isso não perturbar as suas tarefas domésticas... e outras coisas muito más mesmo. Ou seja, é um extremista fundamentalista.

A doutrina da minha amada Igreja não pode ser essa coisa monstruosa que o Eduardo defende, não não pode ser... recuso-me a aceitar isso...

Sandro de Pontes disse...

Teresa,

De forma resumida, gostaria de saber o seguinte: por que somente homens podem ser sacerdotes? Sabemos que Cristo escolheu somente homens para o sacerdócio, e que a Igreja nunca aceitou que mulheres fossem ordenadas. Por que isso? Por que Cristo escolheu somente homens?
Aguardando,

Sandro de Pontes

Eduardo disse...

Caro Sandro, salve Maria!

A Srta. Moreno disse que Santo Tomás de Aquino errou em pelo menos dois pontos: a) ao versar sobre a mulher; b) ao negar (sic!) a Imaculada Conceição de Nossa Senhora.

Leiamos o que ela escreveu em um de seus comentários:

"Claro que São Tomás nega a Imaculada Conceição, vá estudar a suma!".

Talvez ela tenha aprendido isso com o "fidelíssimo" Dom Rifan. Leiamos, agora, o que esse Bispo escreveu, de passagem, em sua (des)Orientação Pastoral sobre o Magistério vivo da Igreja:

"Ademais, os protestantes atuais citam São Bernardo e Santo Tomás de Aquino contra a doutrina da Igreja sobre Imaculada Conceição de Nossa Senhora: é a Tradição sem o Magistério e contra ele."

Por fim, meu caro Sandro, eu deixo a indicação de um muito bom texto do resistente, valente e fiel Pe. Basilio Méramo:

- “SANTO TOMÁS Y LA INMACULADA”

Para dar "água na boca", eu cito apenas a introdução:

"No basta para tener razón, proclamar Inmaculada la Concepción de la Santísima Virgen, hay que proclamarla Inmaculada como ella es; como la Iglesia ha definido que Dios la hizo, y no como Dios pudiera haberlo hecho.

Todo el cuidado del Angélico, siempre y en todos los lugares de sus obras en que toca este punto de la santificación de la Virgen, consiste en trazar una linea divisoria entre la concepción de Cristo y la de toda otra creatura, incluyendo la concepción de la Virgen entre la fila de los descendientes de Adán pecador, y por ende en la fila de los que tienen necesidad absoluta de ser redimidos de la culpa original por la gracia de Nuestro Señor Jesucristo y en virtud de sus méritos y de su sacratísima Pasión y Muerte, no obstante la Inmaculada Concepción de la Beatísima Virgen María.

Por un especial privilegio la Virgen fue pura y sin pecado original, nos dice Santo Tomás. Más aquí está el punto difícil de la controversia, porque todos los teólogos hablan de ese privilegio, pero no todos lo entienden ni lo explican de la misma manera; y de la manera de entenderlo y de explicarlo depende el que se deje, a salvo la verdad de otro dogma de fe Católica: que todos necesitamos ser redimidos por Jesucristo, que es Redentor Universal de todos los descendientes de Adán, sin excepción alguna.

Nuestro intento es el de saber cuál es la Inmaculada Concepción, es la que rechaza Santo Tomás. Lo cual ha inducido a error a más de un buen teólogo, al punto de pensar que Santo Tomás (el Angélico doctor) negaba por error pura y simplemente la Inmaculada Concepción, sin advertir el meollo de la cuestión disputada.
"

Que a Virgem Santíssima nos ilumine e fortaleça!

Forte abraço,
In Cordibus Iesu et Mariae,
Eduardo.

Magdalia disse...

É simples, Sandro:
porque o sacerdote age na pessoa de Cristo, in persona Christi. Sendo a Santa Missa a renovação não sangrenta do sacrifício do calvário, e emprestando Cristo a sua voz e mãos ao sacerdote, este tem de conformar-se o mais possível com Cristo. Cristo é sacerdote e vítima, oferecendo-se em sacrifício ao Paii eterno. Quem oferece o sacrifício é o próprio Cristo, sendo o sacerdote, naquele momento, o próprio Cristo que oferece. Logo, tem de ser homem.

Isso nada tem a ver com o que defendo - a maior dignidade reconhecida às mulheres - sempre tratadas na "doutrina" como de segunda classe...

Cristo tratou as mulheres com muita, muita dignidade; perdoou a adúltera; Maria, irmã de Marta, fê-lo chorar e comover-se; quando via homem e mulher pecar, repreendia o homem e não a mulher...

Isto não serve para justificar os comportamentos imorais, somente para confirmar que Cristo tinha uma especial predilecção pelas mulheres, fazia-se rodear delas - daí os malditos ímpios inventarem sei lá que coisas -. Se reservou o sacerdócio somente a homens, isso nada tem a ver com a importância atribuída às mulheres, mas com a teologia sacramental, mais propriamente com a teologia do Santo Sacrifício.

Quanto aos outros temas em aberto, não fazia nada mal ao Eduardo estudar, por exemplo, um pouquinho - só um pouquinho - da história de Portugal, para atestar o que afirmo sobre a Igreja, os liberais e a escravatura.

Mas a táctica é negar sempre tudo o que a História afirma. Sabemos que há muitas - muitíssimas - distorções históricas, que os inimigos estão sempre a ver se encontram algo por onde atacar... mas também há muita coisa certa e que nós insistimos em negar.

Por exemplo, com os índigenas, foram os jesuítas - como eles caíram, gloriosos que eram! - quem mais se empenhou na dignidade dos índios, no respeito pelo ser humano e na evangelização e catequização. Outros da mesma Igreja faziam coisas contrárias a isto e contrárias ao Evangelho. Negar isto é negar a verdade dos factos.

Ora a Santa Igreja é pecadora? Não, claro que não, é perfeita. Mas os seus filhos são pecadores, enganam-se, erram, neste peregrinar sobre a terra.

Também por isso há magistério infalível, magistério que eu chamaria tendencialmente infalível (na medida em que confirma o que sempre foi ensinado) e magistério falível que, como o próprio nome indica, pode adaptar-se somente a determinadas épocas, espaços, mudando conforme avança a nossa compreensão das coisas.

Fazer do essencial acessório não é - e nunca foi - boa ideia. Porque, enquanto há teresas com uma fé inabalável na Santa Igreja, outros haverá que, por serem incompreendidos e injustamente tratados, vão para as igrejolas de fundo de quintal, à procura da "verdade" que não encontraram connosco...

Alguém me diz em que é que o facto de uma mulher trabalhar, ter um matrimónio por amor e baseado na complementaridade, prejudica a nossa nobre missão de mães? Se há alguma que evita nascimentos só por causa da carreira, essa não é católica, é indigna de se chamar assim. Mas paga o princípio pela sua má aplicação por alguns?

A Igreja é o testemunho mais firme de que as coisas mudam. Quando apresentamos isso como contradições, fazemos o jogo dos inimigos. Não são necessariamente contradições, são o reflexo da mudança dos tempos à qual a Igreja, sem renunciar aos princípios, deve adaptar-se.

Magdalia disse...

É simples, Sandro:
porque o sacerdote age na pessoa de Cristo, in persona Christi. Sendo a Santa Missa a renovação não sangrenta do sacrifício do calvário, e emprestando Cristo a sua voz e mãos ao sacerdote, este tem de conformar-se o mais possível com Cristo. Cristo é sacerdote e vítima, oferecendo-se em sacrifício ao Pai eterno. Quem oferece o sacrifício é o próprio Cristo, sendo o sacerdote, naquele momento, o próprio Cristo que oferece. Logo, tem de ser homem.

Isso nada tem a ver com o que defendo - a maior dignidade reconhecida às mulheres - sempre tratadas na "doutrina" como de segunda classe...

Cristo tratou as mulheres com muita, muita dignidade; perdoou a adúltera; Maria, irmã de Marta, fê-lo chorar e comover-se; quando via homem e mulher pecar, repreendia o homem e não a mulher...

Isto não serve para justificar os comportamentos imorais, somente para confirmar que Cristo tinha uma especial predilecção pelas mulheres, fazia-se rodear delas - daí os malditos ímpios inventarem sei lá que coisas -. Se reservou o sacerdócio somente a homens, isso nada tem a ver com a importância atribuída às mulheres, mas com a teologia sacramental, mais propriamente com a teologia do Santo Sacrifício.

Quanto aos outros temas em aberto, não fazia nada mal ao Eduardo estudar, por exemplo, um pouquinho - só um pouquinho - da história de Portugal, para atestar o que afirmo sobre a Igreja, os liberais e a escravatura.

Todo o resto é retórica e sofística.

Mas a táctica é negar sempre tudo o que a História afirma. Sabemos que há muitas - muitíssimas - distorções históricas, que os inimigos estão sempre a ver se encontram algo por onde atacar... mas também há muita coisa certa e que nós insistimos em negar.

Por exemplo, com os indígenas, foram os jesuítas - como eles caíram, gloriosos que eram! - quem mais se empenhou na dignidade dos índios, no respeito pelo ser humano e na evangelização e catequização. Outros da mesma Igreja faziam coisas contrárias a isto e contrárias ao Evangelho. Negar isto é negar a verdade dos factos.

Ora a Santa Igreja é pecadora? Não, claro que não, é perfeita. Mas os seus filhos são pecadores, enganam-se, erram, neste peregrinar sobre a terra.

Também por isso há magistério infalível, magistério que eu chamaria tendencialmente infalível (na medida em que confirma o que sempre foi ensinado) e magistério falível que, como o próprio nome indica, pode adaptar-se somente a determinadas épocas, espaços, mudando conforme avança a nossa compreensão das coisas.

Fazer do essencial acessório não é - e nunca foi - boa ideia. Porque, enquanto há teresas com uma fé inabalável na Santa Igreja, outros haverá que, por serem incompreendidos e injustamente tratados, vão para as igrejolas de fundo de quintal, à procura da "verdade" que não encontraram connosco...

Alguém me diz em que é que o facto de uma mulher trabalhar, ter um matrimónio por amor e baseado na complementaridade, prejudica a nossa nobre missão de mães? Se há alguma que evita nascimentos só por causa da carreira, essa não é católica, é indigna de se chamar assim. Mas paga o princípio pela sua má aplicação por alguns?

A Igreja é o testemunho mais firme de que as coisas mudam. Quando apresentamos isso como contradições, fazemos o jogo dos inimigos. Não são necessariamente contradições, são o reflexo da mudança dos tempos à qual a Igreja, sem renunciar aos princípios, deve adaptar-se.

Magdalia disse...

Pq eu não concordo com o ecumenismo e com a liberdade religiosa? Porque não fazem parte da justa adaptação aos tempos, mas sim em coisas muito sagradas do depósito inviolável da fé católica, definidas já solene e infalivelmente e estreitamente relacionadas com a Divina Revelação.

O caso da vida profissional das mulheres não entra neste campo - Jesus não se preocupa qual é o local onde uma mulher se encontre, desde que lute activamente pelo reinado social de Nosso Senhor, cumpra a Sua vontade e não se furte à missão que Deus lhe deu.

O grave é quando se faz do acessório essencial - como faz o Eduardo - e se mistura o que é irrenunciável com aquilo que fez parte de uma determinada época mas que já não tem lugar actualmente - é carta fora do baralho, absolutamente!

Magdalia disse...

Uau, mas agora até o padre Basilio Meramo é autoridade teológica?

Sempre pensei que o Eduardo era inteligente... que decepção - mais uma.

Todos os teólogos sabem - e afirmam - que São Tomás de Aquino nega a Imaculada Conceição (que jogo de palavras é este agora com a Imaculada? São Tomás nunca negou a santidade de Maria, mas negou sim senhora a Imaculada conceição!)

Agora vale mais um texto de Basilio Meramo - do que a opinião unânime dos teólogos e os próprios escritos de São Tomás...

Olha que esta...

PS: Nunca li Dom Rifan - o juda - li sim outrom São Tomás... a minha Suma é a da Editora Permanência, em português...

Vou ler o texto do padre - sedevacantista? - só para ver até onde chega o malabarismo de quem julga que os outros (até teólogos, como mostra a introdução do Eduardo) não leram a Suma - só ele leu!

Sandro de Pontes disse...

Teresa,

O trabalho não é do padre Méramo, mas de Norberto del Prado, O.P., e apenas foi adaptado pelo padre Méramo. E mesmo se este trabalho tivesse sido escrito por padre Méramo, ele foi publicado em 1996, portanto, quando ele ainda era da FSSPX (e um dos sacerdotes mais respeitados, diga-se de passagem). E além do mais, ainda que tivesse sido escrito neste ano, você rejeitaria o ensinamento contido somente porque vem de um padre que não reza “una cum” Benedicto? Só por isso?

Enfim, beira a sandice dizer que São Tomás negou a imaculada conceição.

Abraços,

Sandro de Pontes

Eduardo disse...

Caro Sandro, salve Maria!

Parece até que a Srta. Moreno não se deu ao trabalho nem de abrir o link que coloquei, não? Porque logo no comecinho está escrito:

"por: Norberto del Prado, O.P.
Texto resumido y adaptado por P. Basilio Méramo
".

Agora, vejamos uma resposta dada a um consulente do site Montfort (apesar de, hoje, não se encontrar mais lá):

"Defesa da Fé : SÃO TOMÁS SE OPÔS AO DOGMA DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA?

Enviado por doutrina em 10/04/2007 19:38:34 (229 leituras)

Autor: Felipe Coelho
Fonte: www.montfort.org.br

Nome: Sandro
Enviada em: 07/02/2006
Local: PE, Brasil
Religião: Católica
Idade: 22 anos
Escolaridade: Superior concluído

Caros amigos da Montfort gostaria de saber se é verdade que São Tomás de Aquino se opos ao dogma da imaculada conceicao de Maria.

RESPOSTA

Prezado Sandro, salve Maria, Κεχαριτωμένη (S. Luc. 1:28)!

Não, não é verdade que Santo Tomás de Aquino tenha negado o dogma da Imaculada Conceição, como dizem por aí, levianamente, os detratores da Igreja. (Inclusive, isso seria impossível, pela razão singela de que esse dogma só foi proclamado seis séculos depois da morte do Doutor Angélico...)

Tampouco é verdade que Santo Tomás tenha se pronunciado de modo inequívoco (como quer a propaganda modernista) contra a verdade da Imaculada Conceição. O Doutor Comum tão-somente hesitou um pouco, nalguns textos escritos num período intermediário de sua vida, sem, no entanto, jamais negar frontalmente essa verdade.

Diga-se, de passagem, que tal reticência de Santo Tomás surgiu, em parte, como reação a certos maus teólogos de seu tempo, que defendiam o absurdo de que Nossa Senhora não apenas fosse Imaculada, como de fato é, mas também que o fosse independentemente dos méritos de Cristo, o que seria negar a redenção universal operada por Nosso Senhor e Salvador.dos méritos de Cristo, o que seria negar a redenção universal operada por Nosso Senhor e Salvador.

Eduardo disse...

Enfim, o principal a reter aqui é o seguinte:

1. Ainda que Santo Tomás tivesse negado essa doutrina (e ele não a negou), isso não teria feito com que ele caísse em heresia, pois, em seu tempo, essa ainda era uma questão disputada entre os teólogos -- e teólogos de ortodoxia indiscutível --, em razão de o fato da Imaculada Conceição estar apenas implícito, não explícito, na Revelação, tendo sido necessário o desenvolvimento da teologia e finalmente a definição do Papa para encerrar a questão, o que só ocorreu no século XIX;

2. Antes do fim da vida, Santo Tomás abandonou sua hesitação por completo e defendeu, claramente, a verdade definida nesse dogma, isto é, que a Santíssima Virgem foi concebida sem pecado original.

Verdade essa que, hoje, com todas as objeções respondidas e com os irrefutáveis argumentos aduzidos a seu favor, ficou fácil ver como decorre das palavras da Sagrada Escritura, de modo que os protestantes e os cismáticos orientais só não a entendem por seu preconceito contra a Igreja Católica e mesmo contra a própria ciência teológica e a razão humana iluminada pela Fé.

Verdade essa, acrescente-se, sobre a qual não é mais lícito duvidar, depois que o glorioso Pio IX a definiu solenemente, para ódio dos liberais de todos os tempos, cujo pelagianismo rousseauniano, que transparece na prática ainda quando escamoteado em teoria, fica assim fulminado para sempre. O dogma da Imaculada Conceição é a confirmação suprema da doutrina do pecado original, refutação de todo liberalismo.

Não deixe de ler a bula Ineffabilis Deus, em nosso site. É belíssima!

Se desejar ainda, prezado Sandro, uma demonstração daquilo que afirmamos acima, confira o texto do Pe. Garrigou reproduzido abaixo, que explica longamente essa questão, citando os textos relevantes do Doutor Angélico.

E, se ainda restar alguma dúvida, não deixe de voltar a nos escrever! Enquanto isso, rezemos juntos:

Ó Maria, sem pecado concebida,
rogai por nós que recorremos a vós!

Felipe A. Coelho
"

Penso que esse texto não tem a mesma autoridade do anterior, mas serve para mostrar que as coisas não são bem como a moça pensa ser.

Ah, e que se observe que quando esse texto foi escrito, o Felipe ainda não era sedevacantista!

Que a Virgem Santíssima nos socorra!

Forte abraço,
In Cordibus Iesu et Mariae,
Eduardo.

Magdalia disse...

Beira a sandice dizer o contrário! Que figuras tristes que vocês fazem... lol

Claro que negou; obviamente não é herege, porque o dogma ainda não tinha sido definido, era apenas uma opinião teológica. Agora isso serve perfeitamente para provar que os teólogos erram, não são uma espécie de deuses... mesmo o grande São Tomás, doutor angélico, que muito me serve de alimento - e deve servir a todos, posto que o magistério nos manda ir a ele para buscar a verdade.

Mas anestesiar a cabecinha não resolve problemas...

Eu aprendi com alguém - a quem vocês devem considerar modernista - a pôr a cabeça a funcionar.

Essa pessoa apanhou-me em montes, montes de contradições... as mesmas em que vocês incorrem... obrigou-me a pensar, porque me ganhava sempre os debates... tirou-me do ciclo vicioso em que estava.

E hoje, sem ceder um milímetro - não me tornei progressista e modernista - admito que estava errada antes em muita coisa, pura e simplesmente porque me recusava a pensar e a ter uma franca abertura às objecções que um modernista me punha...

Quando olho para trás, vejo que fiz cá umas figurinhas... defendi cada erro... coisas ridículas mesmo!

Magdalia disse...

Mais ainda, outra luz da teologia católica, São Bernardo, também negava a Imaculada Conceição – jamais a aceitou.

Isto é tudo unicamente para que metam nas cabeças que a mim ninguém me leva ao sedevacantismo com base em opiniões teológicas.

É o mesmo que alguém me dizer – que nunca ninguém tenha a coragem para tanto!: Eu defendo a tese dos cristãos anónimos porque foi Rahner, um grande teólogo, que a defendeu. Guardadas as devidas proporções, para muita gente, o herege Rahner pode ser um grande teólogo...

O argumento das opiniões teológicas não convence.

Séculos XII-XIII: Oposições
No mesmo século XII começou a ser combatido, no Ocidente, este grande privilégio de Maria Santíssima.
Tal oposição haveria ainda de ser mais acentuada e mais precisa na centúria seguinte, no período clássico da escolástica. Entre os que puseram em dúvida a Imaculada Conceição, pela pouca exatidão de idéias à matéria encontram-se doutos e virtuosos varões, como, por exemplo, São Bernardo, São Boaventura, Santo Alberto Magno e o angélico São Tomás de Aquino.

Se o sedevacantismo é opinião teológica, vale o que vale enquanto tal; valendo ainda menos do que qualquer opinião teológica em geral, posto que retira a quem a ela adere a comunhão com toda a Igreja visível, com o Papa cabeça da Igreja. Coisa de tal gravidade não pode apoiar-se em teólogos ou opiniões teológicas temerárias ou mesmo erróneas. Opiniões teológicas em tudo aquilo que o magistério ainda não se tenha pronunciado. Somente.

A bula de Paulo IV joga a vosso favor, é o único argumento de peso que têm.

Resta saber:
-se consta do Denzinger – Eduardo, rei das citações, veja isso para nós, por favor?!
-qual o grau da sua infalibilidade;
-se constar do Denzinger, nada mais obstarei a ela. Se não, já sabem o que vale.

Rezem para que conste do denzinger; se asim for, deixo de combater o sedevacantismo e até posso chegar mesmo a defendê-los como não cismáticos, em alguns lugares onde assim são tratados.

Se não constar do Denzinger - juro que não sei -, até esse, que é o único argumento que têm a vosso favor, desmorona...

Magdalia disse...

Sandro,
Lamento.

Lamento mesmo. Jamais seria sedevacantista, mas teria todo o gosto em defendê-los como não cismáticos – não tenho especial prazer em fazer o contrário disso a pessoas que amam a fé católica. Creia-me que me dói, mas tenho que ser fiel à minha consciência. Talvez uns poucos não sejam cismáticos, mas o sedevacantismo em si é um cisma com a Igreja.

A bula não aparece no Denzinger. Nunca foi confirmada por outro pontífice posterior. Nunca foi dado ensinamento semelhante por outros pontífices.

O único que têm em vossa defesa são... opiniões teológicas e nada mais... e o vosso julgamento soberbo e abusivo dos papas como pertinazes...

O que estava a pensar fazer, caso a bula aparecesse no Dz, era defender os sedevacantistas como estando errados mas não cismáticos, posto que seguiam um documento pontifício que consta do manual dos símbolos do magistério. De contrário, não posso. Tenho que aderir à tese do cisma, desculpem-me...

Aparecendo a bula no Denzinger, não discutiria com vocês, porque jamais seria sedevacantista; mas admitiria a hipótese, por mínima que fosse, de vocês poderem eventualmente ser respaldados pelo magistério da Igreja. Não é cisma defender o que está no Denzinger... nunca poderia ser... Mas não está - daí se vê a importância da bula. Até ensinamentos falíveis, do magistério ordinário que foram depois contrariados, lá estão...

O sedevacantismo é cisma. Mas alguns sedevacantistas amam tanto a Igreja que me custa a chamar-lhes cismáticos... talvez a soberba, o orgulho em julgar o Papa reinante os impeça de ver a verdade, logo não sejam cismáticos - porque estão em ignorância invencível...

Magdalia disse...

Veja aqui todo o magistério de Paulo IV presente na versão tradicional - sem Vaticano II! - do Denzinger, a versão que os tradicionalistas usam e que se espalhou na net, mesmo entre os neo-cons:
http://www.mscperu.org/biblioteca/1magisterio/denzinger/denzinger_3.htm

Agora sim encerro as minhas participações.

Sempre lhe tive e tenho, Sandro, estima; quando falar de sedevacantismo - tentarei não o fazer - não se sinta visado. É inevitável, posto que é sedevacantista; mas não ataco pessoas privadas, e muito menos por quem nutro alguma simpatia. Combato o que julgo ser errado que, como compreenderá, não é coisa de pouca monta negar o Papa, o supremo pastor da Igreja...

Não quero conversas com este Eduardo; para o Felipe eu própria não tenho conversa (não domino teologia!), mas com vc gosto de conversar. Só que não adianta de nada, nem vc me vai mudar as ideias nem eu as suas.

Então continuo a lê-lo com interesse e atenção e a rezar por vc!

Fique com Deus

Eduardo disse...

Caro Sandro, salve Maria!

Como havia lhe dito antes, creio que nada há para fazer com relação a esta moça... uma pena!

Agora, como escrevo mais para os outros leitores...

Primeiramente, por que cargas d'água o Dezinger é invocado como uma espécie de Acta Apostolicae Sedis pela Srta. Moreno?

No post O magistério ordinário da Santa Igreja Católica está em aberto? Pode ser discutido ou criticado? Não - saiba porquê a moça recomenda vivamente a leitura de um trabalho de D. Paul Nau, O.S.B. -- O Magistério Pontifício Ordinário, lugar teológico --, que pode ser lido integramente no Acies Ordinata.

Dele, cito apenas esta nota:
https://aciesordinata.wordpress.com/2010/03/

"[1. Outra indicação, muito significativa, da vontade pontifícia, parece-nos ser a inserção de um documento nos Acta Apostolicae Sedis. Bento XIV foi o primeiro a tomar a iniciativa de inscrever as encíclicas no Bulário, que ele declarou, ao mesmo tempo, coleção oficial. Hoje, não somente encíclicas e cartas aos bispos, mas radiomensagens e simples alocuções podem muita vez ser lidas nos Acta, ao lado das Constituições Apostólicas ou das Decretais de canonização.]"

De qualquer modo, aponto uma contradição: se se tolera que se use -- não os sedevacantistas, mas os tradicionalistas (nas palavras da própria moça) -- um Dezinger que vai até Pio XII, por que não se tolera um Código de Direito Canônico que vai até Pio XII? Ora, esse Código é o de 1917 e, para o canôn 188, segundo consta, toma por base a famigerada Cum ex apostolatus officio.

Eduardo disse...

Fora isso, haveria ainda que se considerar o seguinte:

"Juramento Papal

Papa S. Agato

678

Juramento feito por todos os Papas no dia de sua coroação:

'EU PROMETO:

Não diminuir ou mudar nada daquilo que encontrei conservado pelos meus probatíssimos antecessores e de não admitir qualquer novidade, mas de conservar e de venerar com fervor, como seu verdadeiro discípulo e sucessor, com todas as minhas forças e com todo empenho, tudo aquilo que me foi transmitido.

De emendar tudo quanto esteja em contradição com a disciplina canônica e de guardar os sagrados Cânons e as Constituições Apostólicas dos nossos Pontífices, os quais são mandamentos divinos e celestes, (estando Eu) consciente de que deverei prestar contas diante do (Teu) juízo divino de tudo aquilo que eu professo; Eu que ocupo o teu lugar por divina designação e o exerço como teu Vigário, assistido pela tua intercessão. Se pretendesse agir diversamente, ou de permitir que outros o façam, Tu não me será propício naquele dia tremendo do divino juízo... (pp.43 e 31).

Portanto, nós submetemos ao rigoroso interdito do anátema, se porventura qualquer um, ou nós mesmos, ou um outro, tiver a presunção de introduzir qualquer novidade em oposição à Tradição Evangélica, ou à integridade da Fé e da Religião, tentando mudar qualquer coisa concernente à integridade da nossa Fé, ou consentindo a quem quer que seja que pretendesse fazê-lo com ardil sacrílego.'

(do: 'Liber Diurnus Romanorum Pontificum', pp 54, 44, P.L. 1 a 5).

'EGO PROMITTO...
Nihil de traditione quod a probatissimis praedecessoribus meis servatum reperi, diminuere vel mutare, aut aliquam novitatem admittere; sed ferventer, ut vere eorum discipulus sequipeda, totia viribis meis conatibusque tradita conservare ac venerari.
Si qua vero emerserint contra disciplinam canonicam, emendare; sacrosque Canones et Constituta Pontificum nostrorum ut divina et coelestia mandata, custodire, utpote tibi redditurum me sciens de omnibus, quae profiteor, districtam in divino judicio rationem, cuius locum divina dignatione perago, et vicem intercessionibus tuis adjutus impleo. Si praeter haec aliquid agere praesumsero, vel ut praesumatur, permisero, eris mihi, in illa terribili die divini judicii, depropitius (...)
Unde et districti anathematis interdictionis subjicimus, si quis unquam, seus nos, sive est alius, qui novum aliquid praesumat contra huiusmodi evangelicam traditionem, et orthodoxae fidei Christianaeque religionis integritatem, vel quidquam contrarium annintendo immutare, sive subtrahere de integritate fidei nostrae tentaverit, vel auso sacrilego hoc praesumentibus consentire.'

O juramento acima foi escrito pelo Papa S. Agato no ano 678 D.C, mas presume-se que ele tenha muito mais séculos de antiguidade. Foi feito por todos os Pontífices Romanos, com exceção de João Paulo II (fonte: www.traditio.com).
"

Enfim, eu não sou sedevacantista, mas creio que é preciso dar um tratamento mais sério para a questão.

Que a Virgem Santíssima nos socorra!

In Cordibus Iesu et Mariae,
Eduardo.

P.S.: Uma palavrinha sobre a Imaculada Conceição. E mais um desafio. Por que a Srta. portuguesa não pergunta aos dignos autores do Contra Impugnates o que eles pensam sobre a questão? De repente, eles são umas tristes figuras também!

Sandro de Pontes disse...

Teresa, salve Maria.

Você escreveu:

“(...) A bula de Paulo IV joga a vosso favor, é o único argumento de peso que têm (sic) esta saber: SE CONSTA DO DENZINGER – Eduardo, rei das citações, veja isso para nós, por favor?! - qual o grau da sua infalibilidade; -SE CONSTAR DO DENZINGER, NADA MAIS OBSTAREI A ELA. Se não, já sabem o que vale. Rezem para que conste do denzinger; se asim for, deixo de combater o sedevacantismo e até posso chegar mesmo a defendê-los como não cismáticos, em alguns lugares onde assim são tratados. Se não constar do Denzinger - juro que não sei -, até esse, que é o único argumento que têm a vosso favor, desmorona. (...) A bula não aparece no Denzinger. NUNCA FOI CONFIRMADA POR OUTRO PONTÍFICE POSTERIOR. NUNCA FOI DADO ENSINAMENTO SEMELHANTE POR OUTROS PONTÍFICES. (...) O que estava a pensar fazer, CASO A BULA APARECESSE NO DZ, era defender os sedevacantistas como estando errados mas não cismáticos, posto que seguiam um documento pontifício que consta do manual dos símbolos do magistério. DE CONTRÁRIO, NÃO POSSO. Tenho que aderir à tese do cisma, desculpem-me...APARECENDO A BULA NO DENZINGER, não discutiria com vocês, porque jamais seria sedevacantista; mas admitiria a hipótese, por mínima que fosse, de vocês poderem eventualmente ser respaldados pelo magistério da Igreja. NÃO É CISMA DEFENDER O QUE ESTÁ NO DENZINGER... nunca poderia ser...”

Teresa, que confusão é esta? Você pensa que o Denzinger é um documento magisterial? Você não sabe que ele é uma obra feita originalmente por um jesuíta alemão que compilou os principais documentos da Igreja? O Denzinger não é documento da Igreja. É “apenas” uma coletânea de documentos. Logicamente que tal coletânea tem o mais elevado valor, na medida em que nos permite conhecer inúmeros documentos importantes. Mas ele, em si, não é fonte magisterial, não pertence ao magistério, pois não é uma promulgação feita propriamente pela Igreja, mas sim com autorização da mesma.
Note que lá encima debatemos sobre a importância de aceitarmos as obras dos teólogos, coisa que você disse que não fazia porque não eram doutrina da Igreja mas meras opiniões. Demos-lhe então o Código de 1917, que é a própria lei da Igreja promulgada por um papa reinante. Então você diz que não a aceita, mas “exige” que a bula conste no Denzinger, que é justamente obra de teólogo, rejeitando uma obra da Igreja que você diz aceitar! Quanta confusão!

Sandro de Pontes disse...

Veja que interessante: na versão mais recente do Denzinger a Pascendi foi praticamente suprimida (ou seja, os hereges modernistas que agora editam o Denzinger retiraram as passagens que os condenam e que anteriormente lá estavam). Será que agora você não aceitará mais a Pascendi? Além do que, aquilo que você falou sobre o Código de Direito Canônico de 1917 (este sim promulgado pela Igreja) raia o absurdo. Ora, desça do muro, Teresa: ou você fica com o Código de 1917 que possui a doutrina de sempre, inclusive tendo como fonte a bula de Paulo IV, ou você fica com o Código de 1983 que defende a doutrina conciliar. Escolha, Teresa: ninguém pode servir a dois senhores!
E tem mais: você dizer que a bula “nunca foi confirmada por outro pontífice posterior”, que “nunca foi dado ensinamento semelhante por outros pontífices” é um absurdo. Primeiro, porque vários papas ensinaram a mesma coisa que está na bula de Paulo IV. Veja um trabalho que trata disso aqui e que reúne citações de papas e de santos doutores, bispos e padres da Igreja (alem de teólogos). E depois, somente para você perceber a importância da bula de Paulo IV, o próprio São Pio V (conhece?) a reverenciou e a exaltou fortemente, mandando que fosse cumprida e obedecida pelos fiéis de seu tempo. Veja o Motu próprio “Inter Multíplices”, confirmando a Bula e que foi publicado em 21 de dezembro de 1566:

“(...) 3.- Y además siguiendo las huellas de nuestro predecesor, el Papa Paulo IV, de feliz recordación, RENOVAMOS CON EL TENOR DE LAS PRESENTES, LA CONSTITUCION CONTRA LOS HERÉTICOS Y CISMÁTICOS, promulgada por el mismo pontífice, el 15 de febrero de 1559, año IV de su pontificado, Y LA CONFIRMAMOS DE MODO INVIOLABLE, Y QUEREMOS Y MANDAMOS QUE SEA OBSERVADA ESCRUPULOSAMENTE, SEGÚN SU CONTEXTO Y SUS DISPOSICIONES”.

Esta pegou na veia, hein, Teresa? Veja que você erra quando diz que a bula nunca foi confirmada por nenhum outro romano pontífice: o próprio São Pio V a confirmou, a RENOVOU pedindo que fosse observada escrupulosamente.
É claro que quando o Código foi promulgado em 1917 ele se tornou a fonte oficial para que nós possamos conhecer a lei da Igreja e é por ele que devemos nos guiar. Mas a bula é fonte do cânon 188, portanto para entender este cânon devemos ler a bula de Paulo IV. Assim, existe uma linha de ensinamentos que vão desde os primórdios da Igreja (conferir Santo Hilário anatematizando o papa Libério) até o Código de 1917 onde papas defendem sempre no mesmo sentido que o Papa herege não é papa!
São Roberto Belarmino, cardeal, diz que esta doutrina é certa e irrefutável. E usa passagens de São Tomás de Aquino para provar isso, sendo seguido por 99% dos teólogos e santos doutores nesta questão, entre eles Santo Afonso, que diz que um herege não é papa. E você vem dizer que a bula é nosso “único” argumento?

Sandro de Pontes